Cefart inicia JAM LIVRE DE CONTATO, ciclo de encontros voltados à prática da técnica contato improvisação

publicado por Tayna Souza em 5 de fevereiro 2019

Atividade será realizada todo segundo sábado de cada mês no jardim interno do Palácio das Artes
Datas: 13 de abril | 11 de maio | 15 de junho | 13 de julho

No dia 9 de março, Fundação Clóvis Salgado dá início à Jam Livre de Contato, atividade que integra as atividades do Programa de Residências para Pesquisas Artísticas do Cefart, em 2019. A iniciativa propõe um ciclo de encontros voltados para a prática do contato improvisação, linguagem de dança artística, terapêutica e recreativa. Os encontros serão realizados sempre no segundo sábado dos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e julho. A participação é gratuita, aberta a pessoas de todas as idades e não é necessário ter qualquer experiência prévia.

A atividade será orientada pela residente do Cefart Ana Rita Nicoliello e pela convidada Lara Santos, que apresentarão os princípios básicos do contato improvisação seguidos de uma jam em que os participantes ou passantes poderão experimentar essa linguagem. Termo originado do jazz, a jam é um espaço seguro de improvisação em dança, aberto para outras linguagens como música, teatro e literatura, em que não é necessário ter qualquer experiência prévia.

A proposta é a formação de um espaço aberto, democrático e horizontal para a experimentação e a improvisação em dança, música e outras artes. Nesse período, os participantes irão investigar o próprio corpo em movimento e suas possíveis relações com o corpo do outro e com o espaço, partindo de uma prática corporal coletiva direcionada a despertar cada pessoa à escuta e à atenção sensíveis.

Segundo Fabrício Martins, coordenador do programa de Residência, a iniciativa é uma oportunidade de troca entre os alunos das diferentes escolas do Cefart e o público em geral. “A proposta da jam não é ficar centrada apenas na dança, mas se abrir para outras linguagens do campo das artes. Nos últimos anos, temos investido nessa proposta de que os alunos circulem entre diferentes linguagens, com iniciativas, por exemplo, como a Segunda Livre, em que aulas opcionais são abertas para circulação de alunos das cinco escolas do Cefart”, recorda.

Para o coordenador, os encontros também enriquecem a formação dos alunos da Escola de Dança. “O Cefart é referência nas modalidades clássica e contemporânea, e a linguagem do contato improvisação foge um pouco da noção de coreografias pré-determinadas ou de movimentos conhecidos. A criação em cima do inesperado proporcionado por essa modalidade da dança é muito potente”, observa.

“Qualquer pessoa pode participar, se estuda teatro, se toca algum instrumento, se recitar uma poesia, ela vai se integrar na dinâmica da dança e por isso chamamos de jam. Se parece muito com um sarau e um palco aberto, em que se oferece o microfone e as pessoas participam, mas nesse caso tomamos a dança como ponto de partida”, explica Fabrício.

De acordo com a organizadora da atividade, a residente Ana Rita Nicoliello, foi a possibilidade de experimentação e liberdade da jam de contato improvisação que a levou a sugerir a prática como atividade da Residência Artística do Cefart. “Meus colegas sentiam falta de um espaço de experimentação livre, já que temos aulas com direcionamentos teóricos e, para minha criação, é muito importante ter contato com outras pessoas e formas de dançar, num lugar de experimentação mais livre, independente da forma e certos padrões”, conta Ana Rita.

Desde 2015 Ana Rita vinha trabalhando essa linguagem com o Coletivo TaTo, que será parceiro do Cefart na realização das atividades. “Esta é, também, uma oportunidade de ventilar o ambiente do Palácio das Artes com um encontro mais informal de dança. Quis proporcionar um encontro que se apropriasse de um espaço referência da arte em Belo Horizonte de maneira mais democrática, mostrando que não é preciso ser especialista para fruir”, finaliza Ana Rita.

 

Contato improvisação – É uma prática de dança artística, terapêutica e recreativa que possibilita ao praticante investigar profundamente seu corpo – peso, forças, fluxos, relações – a partir da experimentação em contato com o outro e com o ambiente em que habita. Por um treinamento sensível das capacidades de escuta, atenção e confiança, o praticante poderá se engajar não apenas na expressão livre de seu movimento, mas também na construção de relações com o outro pautadas no diálogo e na horizontalidade.

 

Coletivo TaTo – A TaTo é um coletivo que desde 2016 se dedica à pesquisa e experimentação do corpo no seu potencial de movimento, de encontro e de transformação a partir da prática do contato improvisação. Atualmente formado por Lara Santos, Ana Rita Nicoliello e Serena Rocha, a TaTo oferece aulas regulares de CI, produz oficinas e workshops, desenvolve laboratórios e atividades de criação em parceria com artistas locais e organiza jams – encontros de improvisação – mensais orientadas em diversos locais de Belo Horizonte.

 

Programa de Residência para Pesquisas Artísticas – O Programa de Residência para Pesquisas Artísticas se dedica a promover uma visão investigativa da arte e do aprimoramento técnico por meio de uma pesquisa aprofundada em processos de criação e composição artística. Criado em 2015 como parte das atividades exercidas pela Gerência de Extensão e Pesquisa do Cefart, o programa tem por objetivo contribuir com a formação de conhecimento e inovação para as artes cênicas na cidade de Belo Horizonte/MG. O projeto conta com o apoio e financiamento da Fundação de Amparo de Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig, e da Secretária de Desenvolvimento Econômico e Ciência e Tecnológica e Ensino Superior – Sedectes, em uma iniciativa inovadora de unir a arte e a pesquisa.

 

Este evento tem correalização da APPA – Arte e Cultura.