Cia. de Dança estreia "A dança é um corpo que a gente veste", inspirado em poema de Viviane Mosé

29/08

Exibição nas Mídias Sociais da Fundação Clóvis Salgado | @fcs.palaciodasartes (Instagram) e facebook.com/fundacaoclovissalgado/

Qual é a dança que habita em nós? E qual é a experiência de prazer que sentimos ao mover o corpo? Foi refletindo sobre essas questões que a Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA) criou “A dança é um corpo que a gente veste”, novo vídeo que integra o projeto Palácio em sua Companhia, da Fundação Clóvis Salgado. O lançamento da obra foi no dia 29/07 (sábado), no Instagram e no Facebook da FCS. Esse evento tem a correalização da Appa Arte e Cultura.

Inspirado no poema “A palavra é uma roupa que a gente veste”, da poeta e filósofa Viviane Mosé, a ideia do vídeo surgiu de uma conversa informal e intuitiva, pelo WhatsApp, entre dois bailarinos da Cia de Dança.

“A Cláudia Lobo, que também escreve poesia, me mandou o poema da Viviane, que se encerra com a pergunta ‘E você, com quais palavras você se despe?’ No momento exato em que eu li esse último verso me veio a seguinte questão ‘E você, com quais danças você se despe?’ Então, resolvi substituir palavras por danças. Em seguida, enviei para a Cláudia. Depois, tive o insight de trocar palavra por dança em todos os versos. Ou seja, fiz uma reescrita do poema. Decidi reenviá-lo para a Cláudia, que na mesma hora se manifestou, dizendo que o projeto do vídeo da Cia de Dança estava pronto. Obviamente, que essa não era a minha intenção. Mas, depois, tivemos uma reunião entre os bailarinos, apresentei a ideia do vídeo, que foi aceita”, revela Ivan Sodré, bailarino da Cia de Dança Palácio das Artes.

Além de Ivan, as bailarinas e os bailarinos Anahi Poty, Beatriz Kuguimiya, Cláudia Lobo, Christiano Castro, Jorge Ferreira, Léo Garcia, Lucas Resende, Maíra Campos e Sônia Pedroso junto com Cristiano Reis, diretor da Cia de Dança Palácio das Artes, e Dan Maia, autor da trilha sonora, compõem o núcleo de dramaturgia da Companhia, responsável pela concepção de “A dança é um corpo que a gente veste”.

 

Pensar a dança – A reflexão sobre o movimento, enquanto estímulo e impulso, e a temática da dança como forma de alimento para os corpos dos artistas nortearam a construção da dramaturgia do vídeo.

“Qual é a dança que vem de dentro da gente? Eu acredito que, quando o bailarino está com o corpo mais parado, contemplando uma paisagem, lendo um texto ou cozinhando, ele está dançando internamente. Além disso, a edição do vídeo foi trabalhada muito com a sobreposição de imagens, que nos fez pensar como uma dança interfere na outra. É quase como se fosse a dança da aura. E eu acho que o bailarino tem isso. Ele, na verdade, dança o tempo inteiro”, reflete Beatriz Kuguimiya, bailarina da Cia de Dança.

Para Lucas Resende, um dos intuitos do trabalho da CDPA é contagiar as pessoas para que elas se movam. “A Cia de Dança já dialoga com a poesia há algum tempo e aí surge o poema da Viviane, modificado pelo Ivan, e que levanta a seguinte questão: qual é a dança que a gente produz? Isso em um contexto on-line, com cada artista atuando de casa. Esse poema também nos fez pensar como produzimos o nosso cotidiano de atuação, que é de um trabalho coletivo e que respeita a diversidade. Então, A dança é um corpo que a gente veste mexeu muito com a Companhia nos propondo a refletir sobre o nosso fazer”, observa Lucas.

 

#PALÁCIOEMSUACOMPANHIA – A diversidade cultural do Palácio das Artes encanta o público mineiro há décadas. No período de distanciamento social, o propósito é continuar a oferecer toda essa produção artística para o público, mas em casa. Com esse objetivo, foi lançado no dia 3 de abril o projeto PALÁCIO EM SUA COMPANHIA, que disponibiliza conteúdo cultural e produções inéditas da FCS em plataformas virtuais. São vídeos criados pelos integrantes dos Corpos Artísticos (Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais), coletivos e individuais, veiculados nas redes sociais da FCS (Facebook, Instagram e Youtube) e na Rede Minas. São criações artísticas, pesquisas e bastidores. É oferecida também uma ampla programação com curadoria do Cine Humberto Mauro, composta por mostras de cinema e sessões comentadas. Nas artes visuais, foi criado um potente programa de difusão, reflexão e resgate de exposições realizadas no Palácio das Artes.  No Canal da FCS – Palácio das Artes no YouTube, são exibidos também registros de espetáculos e produções da FCS ao longo de sua história – óperas, concertos eruditos, populares e de espetáculos de dança. O EDUCATIVO FCS, acessado pelo site da FCS, reúne programação e conteúdos sobre as artes visuais, com reflexões e atividades práticas. A formação artística também está sendo oferecida virtualmente, pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart da FCS, com cursos, aulas abertas e debates. Ao ofertar essa intensa produção, a FCS permite a mais pessoas o acesso a um conteúdo cultural de qualidade, além de assegurar o direito à fruição artística de forma ampla e gratuita.

 

CIA DE DANÇA PALÁCIO DAS ARTES – Corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado – é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e é uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, em 1971, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros. A Companhia tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a cocriação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

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