Girá | Atividade pedagógica desde instalação até performances | Cefart

05/11 - 09/11

Galeria Aberta Amílcar de Castro | Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro

Um objeto diferenciado e inovador tem feito brilhar os olhos e estimular a criatividade dos alunos das escolas de Dança, Música, Teatro e Tecnologias da Cena do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart. Trata-se de GIRÁ, uma grande instalação pensada pelo arquiteto e urbanista Luiz Gustavo Vieira, da OBJ Design, que ministrou a disciplina de Cenografia no semestre passado. A estrutura, em formato de cubo, possui 2,40m de altura, e é composta por balanços, espelhos, tecidos, escada e até uma porta. Nessa instalação, os alunos trabalharam conjuntamente para construir tanto a performance quanto a funcionalidade do objetivo, que possibilita diversas interações.

De acordo com Luiz Gustavo Vieira, o nome GIRÁ é justamente para propor a ampliação do olhar, possibilitando uma visão 360 graus. “É um equipamento de experimentação, resultado de um trabalho pedagógico, pensado para dialogar com as expressões artísticas. Tanto que as obras que serão apresentadas nele foram criadas após a definição do que seria o suporte. Além do mais, é um equipamento que foi elaborado para ocupar qualquer tipo de ambiente, seja aberto ou fechado, com sol ou chuva”, comenta Luiz Gustavo Vieira.

Para Geraldo Octaviano, Coordenador da Escola de Tecnologia da Cena do Cefart, Girá é uma oportunidade que os alunos terão de vivenciar um processo que rompe com o conceito de lugares inferiores dentro da criação. “No Cefart estamos em um ambiente multidisciplinar, com várias expressões artísticas no mesmo espaço. Nessas performances, os artistas em formação improvisam de maneira horizontal, cada um provoca o resultado da cena, fazendo com que cada apresentação seja única”, explica Geraldo, que desenvolveu, junto aos alunos, uma espécie de direção artística. Ele ressalta que sua atuação como diretor é estimular uma experiência desafiadora e tentadora para que esse seja um processo pedagógico em que todos aprendam a criar, criando.

Entre os bailarinos participantes, estão as alunas do terceiro ano do Curso Técnico de Dança, Beatriz Regina e Andressa Fonseca, que abraçaram a ideia como um lugar de experimentação conjunta. “Trabalhar com improvisação em contato com outras escolas é uma oportunidade incrível porque não é comum no nosso cotidiano fora de sala de aula, principalmente por passarmos a conhecer os processos de outras linguagens artísticas”, avalia Beatriz.

Para Andressa Fonseca, o objeto proporciona o encontro entre diferentes modalidades artísticas. “É muito importante lembrar que quando um dos integrantes está realizando uma ação, ela interfere no que o outro está fazendo, então o principal é ter um olhar muito aberto e sensível”, avalia a bailarina.

Este evento tem correalização da APPA – Arte e Cultura.

Informações

Local

Galeria Aberta Amílcar de Castro | Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro

Horário

5 e 6 de novembro | 19h

9 de novembro | 18h

Duração

1h

Classificação

Livre

Informações para o público

31 3236-7400