Projeto da FCS, Palácio em sua Companhia, revive a montagem da Ópera “O Castelo de Barba-Azul”

20/11 - 27/11

Canal da Fundação Clóvis Salgado no YouTube

O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók. Divulgação.

A Fundação Clovis Salgado, por meio do Palácio em sua Companhia, pelo Módulo Memória, irá reviver, no Canal da FCS no Youtube, um grande espetáculo do compositor e pesquisador da música popular da Europa Central, Béla Bartók. A ópera O Castelo de Barba-Azul, que foi apresentada em outubro de 2006 no Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes, estará disponível durante uma semana, de 20 a 27 de novembro de 2020, de forma gratuita e com classificação livre.

A obra marcou o início das comemorações dos 35 anos do Palácio das Artes, e possuiu regência do maestro Aylton Escobar, direção teatral de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, participação dos solistas Stephen Bronk e Céline Imbert, e do ator Carl Schumacher, com participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Este evento tem correalização da Appa – Arte e Cultura.

O Castelo de Barba Azul tem libreto escrito pelo crítico e teórico de cinema Béla Balázs, grande amigo de Bartók. A ópera foi composta com a finalidade de disputar um concurso de música para teatro, e infelizmente não recebeu a premiação. Em 1912, Bartók acrescentou alterações relevantes à obra, e deu forma final na composição. Na primeira apresentação, em 1918, Oszkár Kálmán interpretou o Duque Barba-Azul e Olga Haselbeck a personagem Judith, sendo os solistas pioneiros dessa produção operística.

O espetáculo narra a história dos recém-casados Judith (Céline Imbert) e Duque Barba-Azul (Stephen Bronk). Devido à suspeita de que o protagonista teria matado as suas ex-mulheres, Judith não se sente confortável no castelo onde mora e pede para o marido abrir todas as portas para que a escuridão que ali permanece desapareça. A partir daí, Judith passa a descobrir a verdade sobre seu marido. A trama de apenas um ato, cheia de mistérios e segredos, ganhou em 2008 seu lugar nos palcos de São Paulo, em uma parceria com o Theatro Municipal da capital. Recebeu o Prémio Carlos Gomes de Melhor Espetáculo de Ópera de 2008 e de Melhor Cenário para Daniela Thomas, além de uma indicação a Hirsch pela direção de cena.

 

Prêmio Carlos Gomes – Conhecido também pelo nome de Premio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita, é um prêmio brasileiro concebido a artistas e organizações culturais que mais se destacaram em determinado ano na categoria de música clássica. Criado no ano de 1996 pelo secretário-adjunto de Cultura de São Paulo, Zélio Alves Pinto, mas que atualmente é realizado pela Argol Editora. A premiação é composta por 13 categorias: Solista Instrumental, Regente, Conjunto de Câmara, Orquestra Sinfônica, Cantor Solista, Cantora Solista, Regente de Ópera, Direção de Cena, Figurino, Cenário, Iluminação, Espetáculo de Ópera.

 

#PALÁCIOEMSUACOMPANHIA – A diversidade cultural do Palácio das Artes encanta o público mineiro há décadas. Agora, no período de isolamento social, o propósito é levar cultura a cada um, no aconchego de casa! Desde o dia 3 de abril, a Fundação Clóvis Salgado realiza o projeto PALÁCIO EM SUA COMPANHIA, que disponibiliza ao público a arte dos Corpos Artísticos (Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia. de Dança Palácio das Artes), dos alunos e professores do Cefart, das Artes Visuais e do Cinema, por meio do Facebook, Instagram e YouTube.

 

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

 

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