Sinfônica em Concerto | Noite Francesa

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Grande Teatro Cemig Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, após o sucesso da Noite Tchaikowsky e da Noite Uruguaia, prepara mais uma novidade no repertório: a Noite Francesa. As séries Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto do mês de dezembro vão destacar o trabalho de dois grandes compositores franceses: Maurice Ravel Jacques Ibert. Com regência de Silvio Viegas, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpretará as obras Bolero, Pavane pour une infante défunte e La Valse, de Ravel, e Concerto para Flauta e Orquestra, de Jacques Ibert

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Segundo Silvio Viegas, a forma como os compositores escreviam suas obras, buscando atribuir novos coloridos musicais, é a característica mais marcante das composições francesas. “Há todo um novo sentido na escrita orquestral de Ibert e Ravel, os timbres são muito bem explorados pelos compositores e a orquestração é mais viva, mais intensa, mas, ao mesmo tempo, mais sutil. É como se cada peça fosse uma delicada e suave renda que vai sendo revelada ao público”, explica.

Do impressionismo ao contemporâneo – A Noite Francesa contará com a obra mais famosa de Ravel, o Bolero, que foi originalmente escrito a pedido da bailarina Ida Rubinstein, sendo considerado pelo próprio compositor um simples estudo de orquestração. O compositor se inspirou em uma dança espanhola para criar a peça, que possui apenas um movimento invariável e tempo determinado – são 14 minutos e 10 segundos de melodia uniforme, sendo as únicas alterações os efeitos de orquestração que sustentam as mudanças tonais ao longo da composição. O Bolero estreou em 1928 e é uma das peças mais executadas em todo o mundo.

De acordo com Silvio Viegas, a repetição contínua em Bolero não exclui o fascínio que a obra exerce no público. “O ser humano aprecia a repetição, principalmente na música. Nós gostamos de ouvir uma mesma canção várias vezes, até conseguirmos memorizar. Em Bolero acontece o mesmo, com uma variação orquestral: o público pode ouvir e perceber a passagem de instrumento para instrumento”, ressalta.

O repertório dos concertos traz ainda outras duas obras de Ravel: Pavane pour une infante défunte e La Valse. Pavane é uma dança tradicional espanhola, dos séculos XVI e XVII, de movimentos lentos. Ravel também se inspirou em um quadro do pintor espanhol Velásquez e dedicou a obra, escrita para piano em 1899 e orquestrada em 1910, à princesa Winnaretta Singer. Já La Valse, que foi recusada por vários influentes no meio da dança por não a acharem adequada para um balé, foi acolhida pela bailarina Ida Rubinstein e interpretada em 1929, com coreografia de Bronislava Nijinsky.

Concerto para Flauta e Orquestra, de Jacques Ibert, foi a composição interpretada pelo flautista Alef Caetano que rendeu ao músico a premiação no VII Concurso Jovens Solistas da OSMG. Segundo o maestro Silvio Viegas, a escolha da peça de Ibert para a Noite Francesa – uma homenagem tanto ao compositor quanto à Caetano – exigiu um repertório que bem a acompanhasse. “Buscamos um programa interessante, atrativo e que dialogasse com a grande obra de Ibert. Escolhemos, dentre todas as obras francesas, grandes composições de Maurice Ravel. Ele foi contemporâneo de Ibert e, junto a Debussy, tornou-se a maior figura musical francesa do início do século XX, influenciando quase todos os grandes músicos daquela época”, conta Viegas.

 

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Silvio Viegas – Silvio Viegas é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Esteve à frente das orquestras: Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, por 8 anos; Sinfônica Brasileira; Sinfônica de Minas Gerais; Filarmônica do Amazonas; Orquestra Sinfônica de Roma e Orquestra da Arena de Verona (Itália); Sinfônica do Teatro Argentino de La Plata e Sinfônica do Sodre (Uruguai), entre outras. É o regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Alef Caetano – Flautista vencedor do Segundo Concurso Nacional para Jovens Flautistas João Dias Carrasqueira e também vencedor do VII Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. É Bacharel em flauta pela UFMG e está cursando o Mestrado em Performance Musical na mesma instituição. Foi cinco vezes premiado no concurso Jovem Músico BDMG e seis vezes no programa Segunda Musical da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. É músico da Flutuar Orquestra de Flautas, tem um trabalho sólido com formações de música de câmara com o Duo Mineiro (flauta e violão) e Duo Ankh (flauta e piano). Atua desde 2018 como chefe de naipe solista da Orquestra Sinfônica de Betim. Integra também o grupo Sonante 21 e o grupo Ensemble Libertas, ambos de música contemporânea.

Este evento tem correalização da Appa – Arte e Cultura.

 

Informações

Local

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

Horário

20h30

Duração

1h

Classificação

8 anos

Informações para o público

31 3236-7400