Objetivos

No dia 24 de março, o Grande Teatro do Palácio das Artes recebe a ópera A Vingança da Cigana.

Com texto original em português, a ópera cômica de Domingos Caldas Barbosa ressalta o universo social e culturalmente mestiço luso-brasileiro no final do Sec. XVIII, e conta a história de Pepa, uma cigana vendedora de agulhas e alfinetes, cujo coração oscilava entre os dois pretendentes: Tarelo, um Marujo e Chibante, um Sargento. O espetáculo é promovido pela Orquestra Minas Barroca e tem no elenco os cantores Priscila Neves, Heitor Araújo, Robson Aguiar, Silvia Neves, Mayra Lopes, Fillipe Lobo, Matheus França, António Batista e Samuel Goetz. A direção geral e musical de Guilherme Matozinhos, direção cênica de Sérgio Anders, orientação teatral de Kelly Crifer, figurinos do CTP e Cia de Opera e fotografia de Marcus Neves.

créditos: Marcus Neves

Orquestra Minas Barroca

Orquestra Minas Barroca é uma orquestra independente que iniciou suas atividades em 2013 com o objetivo de divulgar a música do Barroco brasileiro, e tem o apoio institucional da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) A Orquestra intenciona a criação e reapropriação de valores e práticas musicais dos séculos XVII, XVIII e XIX, contribuindo para um conhecimento das poéticas musicais brasileiras e mineiras. A execução de obras de autoria de artistas do período barroco em Minas Gerais é o motor da Orquestra Minas Barroca, que atua na salvaguarda, pesquisa e comunicação desse patrimônio histórico. A realização do projeto através do seu incentivo possui importante papel na memória desse patrimônio, fortalecendo e contribuindo para o desenvolvimento de futuros estudos e interesse por parte da sociedade na música barroca.

créditos: Marcus Neves

 

A Orquestra possui no seu currículo diversas apresentações importantes como: Embaixada do Brasil em Roma e na cidade Assis na Itália, Seminário Internacional de História, 37ª Semana Aleijadinho, Art Music’ and Colonialism in Latin America na HMT Hochschule für Musik und Theater Rostock na Alemanha, Dia do Barroco Mineiro. A Vingança da Cigana foi composta em Portugal em 1794 pelo célebre mestre do Teatro de São Carlos Antônio Leal Moreira em parceria com o brasileiro Domingos Caldas Barbosa. Este último, Compositor mulato e intérprete de cantigas, modinhas e lundus sempre acompanhados de sua viola, era filho do Português Antonio Caldas Barbosa, funcionário da corte de D. João V na África no “Offiçio de Tesoureiro das Fazendas dos Defunctos e Auzentes dos resíduos do Reyno de Angola”,e sua mãe Antonia de Jesus, “preta forra” ao que tudo indica ter sido escrava do pai, alforriada após chegar ao Rio de Janeiro, a fim de evitar que o filho nascesse escravo. Domingos Caldas Barbosa passou sua infância no Rio de janeiro e na adolescência foi admitido no Colégio dos Jesuítas do Morro do Castelo e serviu como soldado na Colônia de Sacramento. Em 1763 partiu para Portugal a fim de estudar na Universidade de Coimbra onde aparece inscrito no curso de leis cânones. Sua obra musical causou inquietações em Portugal, pois ele foi chamado de trovador de Vênus e Cupido. Sua música era tida como “prejudicial à educação dos jovens”.

créditos: Marcus Neves

 

A Vingança da Cigana pode ser classificada como um “drama joco - sério”, que segundo o historiador José Ramos Tinhorão “Domingos Caldas emprega com propriedade o ambiente internacionalizado da Lisboa dos Setecentos, Pepe era Cigana, cuja coração oscilava entre os pretendentes Tarelo, o marujo, e o sargento Chibante, Mr. Pierre um napolitano que misturava idiomas por ter se tornado cabeleireiro em Paris e vivido em Espanha e Inglaterra, Camila uma jovem viúva que está a procura de um pretendente para se casar, Lambisca é a criada atrevida de Camila e amante do barbeiro, Grilo e o barbeiro astuto que conhece a vida de todos, Cazumba é um personagem negro que falava português misturado com língua de Guiné e ajudante de Tarelo”. Ou seja, trata-se de um universo social e culturalmente mestiço. A Vingança da Cigana é hoje a única ópera da segunda metade do século XVIII escrita originalmente em português em que se encontra completa a parte musical e o libreto, tornando se assim uma obra que representa os costumes e gostos da sociedade luso brasileira do final do século XVIII, contendo também dois gêneros musicais populares do período a modinha e o lundu inseridos nas árias.

A restauração e a edição da partitura, bem como a encenação desta obra musical é o trabalho  de pesquisa desenvolvido por Guilherme Matozinhos, regente da Orquestra Minas Barroca.

 

Lei da meia-entrada: A Lei Federal nº 12.933/2013 dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artísticos culturais e esportivos. Clique e acesse o texto na íntegra 

Data de início

24 de Março de 2018

Data de término

24 de Março de 2018

Endereço

Grande Teatro do Palácio das Artes

Preço

R$ 50,00 (INTEIRA) E R$ 25,00 (MEIA-ENTRADA)

Mais informações

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EVENTO

Ópera A Vingança da Cigana

HORÁRIO
20h

DURAÇÃO
2h30

CLASSIFICAÇÃO

 12 anos

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400