Objetivos

Na edição de 2018 dos Editais de Artes Visuais da FCS, a artista Juliana Gontijo chega à Galeria Arlinda Corrêa Lima com a exposição Sismo, que tem período expositivo de 20 de abril a 8 de julho.

Juliana Gontijo propõe uma reflexão que envolve a ordem a partir de um caos imagético de paisagens. Nesse trabalho inédito, a artista mineira busca quebrar as referências visuais do público a partir de uma série com quatro pinturas e uma vídeo instalação.

A perspectiva de ordem a partir do caos imagético norteia o trabalho da mineira Juliana Gontijo, na exposição SISMO. Composta por quatro pinturas e uma videoinstalação, a obra inédita da artista estabelece uma relação entre a pintura atual e seus inúmeros desdobramentos em relação ao tempo, ao espaço e ao indivíduo. Por meio de um tremor, a exposição desconstrói a lógica visual do público.

Nessa pesquisa, que teve início em 2010, Juliana convida o visitante a experimentar um abalo sísmico nas referências imagéticas comuns a qualquer pessoa. É por meio da quebra dessa estrutura pré-determinada que a artista instiga o público a mergulhar em um universo novo, sem direcionamentos. Paisagens são reconfiguradas e ressignificadas por meio de desabamentos, quedas, quebras e fraturas.

“Essa ideia de tremor e de uma nova ordem da visualidade é o principal eixo conceitual da mostra. A partir dessa ideia construo pinturas em painel que se comunicam diretamente com o espaço através da instalação e do vídeo. Imagine que tudo tremeu e todas essas imagens sacudiram e assumiram uma nova ordem; seres e objetos se misturam; e eu já não consigo dizer onde começa e termina algo”, comenta Juliana. 

Além das pinturas, SISMO conta com uma videoinstalação composta de sobreposições de imagens de um céu carregado de nuvens de chuva em uma espécie de diálogo com o espaço vazio da galeria Arlinda Corrêa Lima. A narrativa é criada pelo próprio visitante, por meio de legendas que aparecem no decorrer da apresentação.

Com esse trabalho, a artista pretende estimular outros sentidos no público. “O som só existe na cabeça da pessoa. Então, à medida que ela vai lendo as legendas, observando a sobreposição de imagens, vai criando a própria narrativa. Estimular a noção de som e movimento no visitante também é algo que eu busco nesse trabalho”, detalha a artista, que também vai produzir uma obra site specific (intervenção em espaço público) que será pintada na parede da galeria durante a montagem da exposição.

 

Sobre Juliana Gontijo

Vive e trabalha em Belo Horizonte. Graduada em Artes Visuais pela UFMG, Juliana Gontijo trabalha, desde 2010, como produtora cultural e artista. Seu trabalho revela o interesse nos diálogos entre arte, literatura e territorialidade, para, por meio deles, abordar as experiências corporais de seres e coisas. A artista participou do Coletivo de Experiências em Residências e Colaborações Artísticas (CERCA), iniciativa de artistas e produtores de Minas Gerais que realizam eventos para formação e troca de experiências, e realizou residências artísticas em cidades do interior mineiro, como Cordisburgo, Congonhas e São João Del-Rei. Sua primeira exposição individual foi realizada em 2012, na Galeria BDMG Cultural, intitulada "Ser rio, ser adro, ser planta". Além disso, já realizou diversas exposições coletivas.

Data de início

20 de Abril de 2018

Data de término

08 de Julho de 2018

Endereço

Galeria Arlinda Corrêa Lima | Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro)

Preço

Entrada Gratuita

Mais informações

EVENTO
Edital de Artes Visuais FCS - Juliana Gontijo | Sismo

HORÁRIO
Terça a sábado das 9h30 às 21h

ENTRADA GRATUITA

CLASSIFICAÇÃO LIVRE   

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400

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