Objetivos

Na edição de 2018 dos Editais de Artes Visuais da FCS, o artista Luís Arnaldo chega à Galeria Genesco Murta com a exposição Mon cher, je suis fatigué, et j'ai besoin de repos; je vais flâner au Brésil! , que tem período expositivo de 20 de abril a 8 de julho.

Neste ensaio visual, o artista traz 13 trabalhos que vêm sendo construídos desde 2016 e que tornam visível o pensamento controverso do naturalista Louis Agassiz (1807-1873) ao liderar a Expedição Thayer no Brasil, entre 1865 e 1866.

"Estudar Louis Agassiz é um modo para questionar a imagem idílica da paisagem brasileira, artificiosa e principalmente construída por viajantes europeus enquanto exploradores de territórios exógenos ", comenta Luís.

Os trabalhos apresentados  se utilizam de várias mídias como desenho, objeto, fotografia, texto crítico, impresso e reprodução. Em conjunto, eles dão forma a informações, assumindo um ponto de vista, embora deixem também lacunas abertas a serem preenchidas pelo visitante. A intenção é de oferecer ao outro um lugar particular de crítica, entre o do leitor e o do escritor.

Segundo o artista, o ensaio pode ser interpretado de duas perspectivas. "Do ponto de vista global, o ensaio endereça os fatos históricos ao tempo presente. Seu assunto é tomado como matéria desfuncionalizada pela ciência; subexposta e quase esquecida; como se já fosse superada pelo próprio caminhar científico. Por outro lado, do ponto de vista local, a relevância do ensaio está em sugerir que os atuais conflitos sociais brasileiros possam também provir da forma em que estrangeiros projetaram seus pensamentos para inventar uma ideia de paisagem e habitantes. Similaridades entre o pensamento de Louis Agassiz e alguns discursos de representantes de classes sociais brasileiras são óbvias o suficiente."

Através da obra de Louis Agassiz, Luís Arnaldo vê a oportunidade de produzir uma crítica histórica a formação do Brasil. "É fato que a miscigenação, assunto chave para o pensamento de Agassiz, construiu nossa cultura. Pode até ser verdade que nós acolhemos de braços abertos o estrangeiro; e que mais do que isso, os temos absorvidos física e culturalmente – e aqui devemos estar cientes da importância do movimento Antropofágico para a cultura brasileira. Entretanto, e concomitantemente, a distinção hierárquica entre os brasileiros pretensiosamente brancos, os negros e os indígenas tem sido desde nossa origem nosso grande problema. Desse modo, a ideia de uma terra abençoada e pacífica possa ser tão falaciosa quanto é a objetividade da ciência moderna."

Sobre Luís Arnaldo

Nascido em Campinas/SP, em 1985, atualmente Luís vivem em Belo Horizonte. É bacharel em Litografia pela Escola Guignard da UEMG (2016) e arquiteto-urbanista formado pela Escola de Arquitetura da UFMG (2010). Tem como principal objeto de interesse o Espaço e seus agentes formadores. Ao investiga-lo, toma a Arte como plataforma instituída para confrontar o pensamento científico – sobretudo a Geografia, a Antropologia, a Arquitetura e o Urbanismo. Embora trabalhe com uma ampla gama de mídias, desenvolve uma pesquisa continuada em Desenho. Considera este meio, por suas estratégias de Ação e modos para o conhecimento, como uma ferramenta eficaz em tornar visível relações entre Corpo, Espaço e Paisagem. Desde 2014, em associação a esta pesquisa individual, também estuda e desenvolve trabalhos em coautoria com Marcelino Peixoto.

 

 

 

Data de início

20 de Abril de 2018

Data de término

08 de Julho de 2018

Endereço

Galeria Genesco Murta | Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro)

Mais informações

EVENTO

Edital de Artes Visuais FCS - Luís Arnaldo | Mon cher, je suis fatigué, et j’ai besoin de repos; je vais flâner au Brésil!

HORÁRIO
Terça a sábado das 9h30 às 21h

ENTRADA GRATUITA

CLASSIFICAÇÃO LIVRE   

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400