Objetivos

A Mostra de Cenas Curtas é parte das atividades exercidas pelo alunos do curso técnico de Artes Dramáticas do CEFART, que tem por objetivo propor um local de experimentação de criações artísticas dos alunos do curso de artes dramáticas. 

Nos dias 15, 16 e 17 de maio, a mostra, intitulada Me Mostra Livre, chega ao Teatro João Ceschiatti para preencher uma lacuna muito importante para a formação artística. Em 2002, no então CEFAR (Centro de Formação Artística), o projeto Cena 5 possibilitava aos alunos internos, juntamente a alunos de outras escolas, a apresentação de cenas desenvolvidas no curso ou em paralelo a ele, projeto que possuía a coordenação da ex-professora Iara Fernandez. Assim, a Me Mostra Livre em sua primeira edição propõe um espaço experimental, criador, democrático, feito pelos alunos desde sua concepção, ainda como apenas uma ideia, até o resultado final em cena, no palco. Um lugar para criar autonomia nos alunos como artistas também inseridos na cena teatral de Belo Horizonte.

Programa

DIA 15 DE MAIO, TERÇA-FEIRA

MOSTRA ARTÍSTICA

Horário: 19hs

Local: Sala João Ceschiatti

 

CENAS

 O Baile Vermelho

Direção, atuação, cenografia, figurino: Arthur Barbosa.

Iluminação: Kaka Correa.

Sinopse: Todxs estão convidadxs para o baile. Cheguem cedo, se arrumem. Há uma história a se contar. Um crime, cuidado. Qualquer um pode ser o suspeito. Estou de olho em você.

 

Dentro

Atuação: Alex Fidelis

Dramaturgia: texto adaptado de Newton Moreno.

Figurino/trilha/direção: coletivo.

Iluminação: Kaka Correa.

Sinopse: Tempo é o frio que faz entre o calor de um corpo e o próximo.

 

Um branco, um xis, um zero! (Cena convidada – Teatro Universitário)

Elenco: Samuel Luca, Pablo Barcelos e Thiago Jole

Sinopse: Um homem, outro, um cromossomo X, um Y e tudo muda... Duas almas que se encontram embriagadas de amor, de nojo, de desejo, de paixão... Do grego páthos, que significa “sofrer”. Sentindo frio, te convidei pra dançar, um diz. O outro, refém, se segura na corda que as regras sociais lhe oferecem para não se afogar nos próprios desejos. Um X e tudo muda! Por que manter as aparências? Por que não lutar pelo que se quer?  Pra que essa manipulação? Pra que?! Todo seriam salvos! Mas no fim, são apenas “dois pra lá” de apaixonados.

 

Ninhos (Cena convidada – Teatro Universitário)

Elenco: Gabriela França, Maria Antônia Salvo, Rafael Calú

Direção: coletiva

Auxiliares em áudio: Anjxs, Nanci Oliveira

Sinopse: “Pássaros criados em gaiolas, acreditam que voar é uma doença.” Frase de Alejandro Jodorowsky que traduz “ninhos” como uma aparente liberdade não conhecida. Em cena a ansiedade se torna a gaiola e o pássaro preso à racionalidade da mente humana. É um processo de pesquisa cênica que se utiliza da metáfora e do corpo que fala para retratar sensações de um jovem que vive a ansiedade.

 

Anacrônica

Criação e concepção: Letícia Bezamat e Renata Rocha.

Sinopse: Um anjo caminha sobre a terra. Ele é visto de uma tela e ri para seu interlocutor. Uma música toca.

 

Mesmo que eles voltem ou Além disso, mais nada

Dramaturgia: coletiva.

Direção: Arthur Barbosa e Kaka Correa.

Concepção de luz: Kaka Correa

Assistência de luz e operação: Leandro Bolina

Trilha Sonora: Leticia Bezamat

Cenografia: Arthur Barbosa

Atuação: Arthur Barbosa, Camila Furtunato e Kaka Correa

Sinopse: Alguma coisa já aconteceu. A renúncia do movimento parte da vontade e da esperança de algo que virá. Mais de uma vida coberta por elas. Todos ficam? Será que há algo que você precisa saber ou é para testar até onde você consegue ficar? Permanecer.

 

Leve

Concepção e atuação: Álisson Valentim e Bernardo Rocha

Sinopse: Vivemos carregando coisas. Ossos, pele, pelos, órgãos, sangue, unhas e dentes. É difícil se equilibrar em nossas próprias pernas. ‘Leve’ é um experimento cênico sobre quantos significados cabem dentro de uma ação

 

DIA 16 DE MAIO, QUARTA-FEIRA

MOSTRA ARTÍSTICA

Horário: 19hs

Local: Sala João Ceschiatti

 

CENAS

Aterrizando aterrorizando aterro

Figurino: Ana Clara Ligeiro e Efe Godoy

Trilha Sonora: Iara Boson

Iluminação: Nayara de Salles

Performers: Ana Clara Ligeiro, Efe Godoy e Jonata Vieira

Sinopse: Experimento, performance, ritual, 3 pessoas de máscara colando, tocando sino, se esfregando, olhando para o espelho, comendo, acordando de 5 em 5 minutos. Sonho, ficção, realidade, confuso, aterrorizado. Tudo se repete, sons e movimentos, ciclo, volta.

 

Devir

Dramaturgia: Rodrigo Lima Onofre

Figurino: Rodrigo Lima Onofre

Iluminação: Kleber Bassa

Sinopse: "Malone, Moran, Molloy não se sabe, irrompem através de sua narrativa caótica, derivando sobre sua própria existência à qual se resume ao pertencimento do nada, no umbral onde se encontra a única certeza é o talvez, seguida pela dúvida que o aflige, característica da Terra Samuelis. Não é possível continuar, é preciso continuar.

"Enquanto espero, vou tentar me contar histórias, se puder..."

Livre adaptação com base nos livros “Malone Morre” e “Molloy” - Samuel Beckett.

 

Sorrisos Amarelos (Cena convidada – Teatro Universitário)

Gênero: Drama

Texto: Gleison Peixoto

Direção e Atuação: Fabíola Moura

Sinopse: Nossas vidas hoje se partem entre o que somos e o que parecemos ser. Nas redes sociais e no círculo de amizade, usamos o melhor sorriso. E Eduarda é mais uma dessas mulheres da geração internet, onde os problemas e dores são substituídos por postagens felizes com sorrisos amarelos de bom dia. Mas qual a verdade? Quem é e o que sente Eduarda? Você quer saber ou simplesmente vai pular essa história?

 

Uma receita de como matar baratas

Direção: Deydson Tcharles

Co-direção: Diego Gomes

Elenco: Jéssica Ricci

Iluminação: Kaka Correa

Trilha Sonora: Deydson Tcharles

Sinopse: Esta história poderia se chamar “As Estátuas”. Outro nome possível é “O Assassinato”. E também “Como Matar Baratas”. Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.

Adaptação da obra de Clarice Lispector por Deydson Tcharles.

 

Ouroboros

Direção e atuação: Juan Queiroz e Pablo Xavier

Dramaturgia: Juan Queiroz e Pablo Xavier, inspirado em textos de Tolstói, Georg Trakl e Wislawa Szymborska

Preparação Corporal: Pablo Xavier

Iluminação: Kaka Correia

Composição de Trilha Sonora: Gabriel Cesário

Execução de trilha: Ivo Ivo Ivo

Figurino: Eliane Correia

Sinopse: Corpos presos em um não-lugar passageiro que se encontram à beira do abismo. Rememórias sonhadas unem caminhos e fazem encontros. O desconhecido de uma nova existência faz destino: Para onde vamos depois que não resta mais nada?

 

5 Horas

Direção: Ícaro Gibran

Técnico de Luz: Kleber Bassa

Técnico de áudio: Pablo Xavier

Produção artística: Júnior Fernandes

Cenário: Ícaro Gibran

Músico convidado: Vitor Alves (Violino)

Sinopse: A vida que o José Maria conhecia mudou completamente no dia 05 de Novembro de 1945, quando foi levado ao hospital psiquiátrico por sua mãe no dia do seu aniversário em  que completaria 5 anos de idade.  Ao chegar ao hospital sua cabeça foi raspada,  suas roupas arrancadas e seu nome descartado pelos funcionários que o rebatizaram. Zezé como é conhecido por todos, passa por toda barbárie e desumanidade em um dos maiores hospícios do Brasil,  sem perder a doçura, a poesia e a esperança de reencontrar sua mãe.

 

DIA 17 DE MAIO, QUINTA-FEIRA

MOSTRA ARTÍSTICA

Horário: 19hs

Local: Sala João Ceschiatti

 

CENAS

Teatro Físico

Dramaturgia: Lucas Nicoli e Lucas Matias

Trilha: Lucas Nicoli

Iluminação: Lucas Matias

Sinopse: Uma experimentação e estudo sobre o teatro físico

 

Escapulário

Concepção, direção e atuação: Bremmer Guimarães

Orientação cênica e dramatúrgica: Adélia Carvalho

Iluminação: Caroline Cavalcanti

Produção: Cia Anômala de Teatro

Sinopse: Nessa peça-performance, o público testemunha a intimidade de um homem em conflito com Deus. Um corpo que se coloca em dúvida diante das crenças e desejos que o cercam.

 

"... que não importa esses outros que estão aplaudindo e sim a nossa ligação"

Dramaturgia: Amores Surdos, de Grace Passô

Figurino: Arthur Diniz

Iluminação: Pablo Xavier

Preparação Corporal: Bia Nogueira

Atuação: Arthur Diniz

Sinopse: Prólogo do texto Amores Surdos de Grace Passô, onde um dos personagens, Joaquim, que como um contador de histórias quebra brechtianamente o pacto ficcional, revelando ao espectador um dos desfechos da trama. A morte do irmão em um país estrangeiro longe da família. Amores surdos narra o cotidiano de uma família aparentemente comum. No entanto, suas relações, por mais amorosas e afetivas que sejam, traduzem uma distância insuperável na falta de comunicação que impede uma compreensão mútua entre os personagens.

 

 

PORUS

Atuação: Carol Gomes e Davds Lacerda

Direção: Carlos Lauro

Iluminação: Carol Cavalcanti

Texto: "Dentro" de Newton Moreno

Sinopse: Duas pessoas, uma prática nada convencional e seus diálogos sobre as lembranças, os desejos e o amor.

 

Projeção

Concepção e atuação: Sanmella Pinho

Preparação corporal: Rodrigo Lima Onofre

Som: Ícaro Gibran

Iluminação: Kléber Bassa

Sinopse: Espelho é um objeto de superfície lisa, bastante polida, que é capaz de refletir a luz e formar imagens nele refletidas. Objeto ou gente, animal ou planta, ser inanimado ou cheio de vida, todos podem e serão usados, fragmentados, significados pelo medo da finitude, por isso a auto-afirmação. Este é um experimento autoral, a partir de uma pesquisa da autora que surgiu numa disciplina circense de malabarismos em que o objeto de trabalho é um ou vários espelhos; o objetivo é perceber, sentir, tatear e enxergar para além dos que os olhos vêem. Desmascara. Ilusão e realidade se diferem apenas pelos ângulos de observação, servem para decodificar uma mesma coisa: o "REAL", o externo, o inominável. A ideia é transitar pelos aspectos psicológicos, ideológicos, sociais, íntimos, sensoriais de um humano em contato com o espelho e, sutilmente, torna-los óbvios, de forma que a fuga das radiações eletromagnéticas que atravessam os sentidos seja, enfim, encarada de frente. O ator se transforma, se mistura ao objeto para que o outro possa, em paz, enxergar-se. Seja pela dor, amor, alegria ou confusão. Se ver no outro, auto-identificar-se escancaradamente, aceitar a vaidade, bem como a origem de todos os problemas: o outro-eu.

 

 

A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos xx horas antes do início do evento. Evento sujeito a lotação do espaço.

Data de início

15 de Maio de 2018

Data de término

17 de Maio de 2018

Endereço

Sala João Ceschiatti

Preço

Entrada Gratuita

Mais informações

EVENTO
Me Mostra Livre - Mostra de Cenas Curtas da Escola de Teatro do CEFART

DATAS
15, 16 e 17 de maio

HORÁRIO
De 19h às 22h

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400