Objetivos

Sob regência do maestro Sérgio Gomes, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais sobe ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes, para uma nova edição da série Sinfônica ao Meio-dia, no dia 22 de maio

No repertório, trechos da obra Batuque, do grande compositor brasileiro, Lorenzo Fernandes, além de obras de dois grandes nomes da história da música: a Sinfonia em si menor, de Schubert, também conhecida como a "sinfonia inacabada" ou ainda "Sinfonia nº 8", e a Sinfonia nº 4  em ré menor, op. 120, de Schumann.

Franz Peter Schubert

Schubert foi um  compositor do fim da era clássica, austríaco nascido em janeiro de 1797. Contribuiu com um estilo marcante, inovador e poético do romantismo. Escreveu cerca de seiscentas canções, o “Lied” alemão, bem como operas, sinfonias, incluindo a “Sinfonia Inacabada”, sonatas entre outros trabalhos.

Viveu apenas trinta e um anos e para além de um círculo restrito de conhecedores, não teve reconhecimento publico. Mas o interesse pela sua música aumentou significativamente nas décadas que se seguiram à sua morte. Os responsáveis por colocar Schubert no panteão dos grandes compositores da história da música européia foram grandes compositores do século XIX, seus admiradores, como ‪Felix Mendelssohn, Robert Schumann, Franz Liszt ou Johannes Brahms‬. Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, o faz ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico.

A Sinfonia em si menor, ou "Sinfonia Inacabada" ou ainda "Sinfonia n.º 8" foi composta em 1822 mas só foi descoberta vários anos depois da morte do compositor. É-lhe atribuída normalmente a posição 8 entre as sinfonias de Schubert, mas segundo as renumerações recentes deveria ser a n.º 7. O nome de Inacabada ou Inconclusa deve-se a ter apenas dois andamentos, embora nada demonstre que Schubert pensasse em fazer mais, com o qual (ou quais) a obra estaria completa. Alguns musicólogos afirmam que esta sinfonia antecipa a música de Anton Bruckner.‬

Robert Alexander Schumann

Schumann nasceu em Zwickau, Saxônia (Alemanha) em 1810. Cresceu entre livros. Seu pai era livreiro e editor. A mãe, uma mulher culta. Esse ambiente doméstico favoreceu a aproximação do menino com a poesia e a literatura em geral. Era admirador de Lord Byron e E. T. A. Hoffman símbolos de um romantismo às vezes soturno e melancólico, de quem recebeu notória influência em sua obra musical. O próprio Schumann se dedicou à literatura. Além de músico e compositor, era poeta, o que levou parcela da crítica mais apressada a defini-lo como um escritor que, por engano, entregou-se à música.

A sinfonia nº 4 em ré menor, op. 120, foi composta pela primeira vez em 1841. Schumann revisou pesadamente a sinfonia em 1851, e foi essa versão que chegou à publicação. Clara Schumannn, viúva de Robert, afirmou mais tarde na primeira página da partitura da sinfonia - publicada em 1882 como parte das obras completas de seu marido, que a sinfonia tinha sido apenas esboçado em 1841, mas só foi totalmente orquestrado em 1851. No entanto, isso não era verdade, e Johannes Brahms, que preferiu a versão anterior da sinfonia, publicou essa versão em 1891, apesar das extenuantes objeções de Clara.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 

Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop.  Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Sergio Gomes

Graduado pela UFMG em 1997, nasceu no estado do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais com seu pai o maestro Sebastião Gomes e de trompa aos 11 anos na Escola de Música de Brasília com o professor Raimundo Martins. Em 1977, passou a integrar como primeiro trompista a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas atuando também como solista. Em 1981, foi convidado a participar da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais como primeiro trompista e solista. Esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na Série Sinfônica no Museu, Concertos Educativos, Concertos no Parque, Concerto na Cidade, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop. Atualmente, Sergio é o primeiro trompista solista e regente-assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. 

Data de início

22 de Maio de 2018

Data de término

22 de Maio de 2018

Endereço

Grande Teatro do Palácio das Artes Av. Afonso Pena, 1.537 Centro.

Preço

Entrada Gratuita

Mais informações

ENTRADA GRATUITA

EVENTO
Sinfônica ao Meio-Dia | Maio

HORÁRIO
12H

DURAÇÃO
1 hora 

CLASSIFICAÇÃO LIVRE 

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400

Banner Rodapé Unimed
Banner Rodapé Vivo
Banner Rodapé Globo Minas