Objetivos

Sob regência do maestro Sílvio Viegas e com o solista clarinetista convidado Walter Júnio, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Coral Lírico de Minas Gerais, sobem ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes, no dia 27 de junho, às 20h30, para uma nova edição da série Sinfônica e Lírico em Concerto.

No repertório da noite, grandes obras da música erudita como Concerto No.2 para clarineta e orquestra, Opus74, do compositor alemão Carl Maria Von Weber e Glória, do compositor inglês John Rutter. 

 

PROGRAMA

Abertura Oberon

Carl Maria von Weber

Concerto No.2 para clarineta e orquestra, Opus74

Carl Maria Von Weber

VI.Allegro

V.Romanze 

VI.Alla Pollaca 

Solista: Walter Júnio da Silva Vieira

 

INTERVALO

 

Glória

John Rutter

I.  Allegro vivace – “Gloris in excelsis Deo”

II.  Andante – “Domine Deus”

III. Vivace e ritmico “Quoniam tu solus sanctus”

 

Carl Maria Von Weber 

O compositor romântico Carl Maria Von Weber nasceu em 1786 na Alemanha  e morreu em 1826 na Inglaterra. Foi compositor, regente, notável pianista, guitarrista e crítico. É reconhecido como um dos primeiros compositores significativos da escola romântica e o pioneiro do romantismo alemão. Ele nasceu em uma família de artistas: seus pais eram músicos itinerantes e sua prima, Constanze, era esposa de Mozart. Carl Maria von Weber nasceu em Eutin, onde sua casa ainda pode ser visitada e um monumento em sua homenagem pode ser visto. O Festival de Eutin se realiza também sob o signo do compositor, que compôs sua primeira ópera com apenas 11 anos. Como mestre de orquestras e diretor de óperas, entre outras nas cidades de Breslau e Praga, Weber introduziu vários processos organizatórios que hoje se tornaram padrão no trabalho de uma orquestra. Em 1817, ele assumiu a direção da ópera de Dresden, onde tinha sua residência de verão. "Oberon", sua última ópera romântica, foi composta por encomenda da Ópera de Londres e com um libreto em inglês. Weber, que já tinha adoecido com tuberculose, regeu ele próprio a estreia em Londres, onde veio a falecer poucas semanas depois. O Concerto para Clarinete No. 2 foi composto em 1811, e estreou em 25 de dezembro de 1813. Como todos os trabalhos de clarinete de Weber, exceto o concerto do Grand Duo, é dedicado a Heinrich Baermann , que foi solista na estreia.  O primeiro movimento começa com uma exposição do tema principal pela orquestra . O solista de clarinete entra seguido por um salto de 3 oitavas antes de repetir o tema de abertura. O movimento termina com uma parte de clarinete bastante virtuosa que se estende até os limites próximos do alcance do clarinete. O segundo movimento é reflexo das muitas óperas de Weber. Com seu fraseado ótico, esse movimento realmente exibe o tom rico do clarinete. A melodia do clarinete tem uma dinâmica muito expressiva, muitas vezes indo do fortissimo ao piano em curto espaço.  Considerado como um repertório de clarinete básico por praticamente qualquer professor de clarinete, professor ou profissional que tenha vivido nos últimos cem anos, o 3º movimento é uma exposição de técnica e estilo por parte do solista. A polonaise é uma dança de salão lenta, mas alguns solistas escolhem levar o movimento a uma velocidade muito mais rápida do que a tradicional ou destinada à verdadeira dança polonesa. O trabalho termina com uma das passagens mais reluzentes e virtuosas do repertório de clarinetes marcados "brillante", compostos principalmente de arpejos e escalas. 

John Rutter

John Milford Rutter  nasceu em Londres, Inglaterra, em 1945. É compositor, maestro, editor, arranjador e produtor musical, principalmente de música coral. Foi membro do coro do Clare College, em Cambridge e, ainda na graduação publicou suas primeiras composições, incluindo "Shepherd's Pipe Carol", que ele escreveu com 18 anos. Foi diretor de música no Clare College de 1975 a 1979 e levou o coral à proeminência internacional. Em 1981, Rutter fundou seu próprio coro, o Cambridge Singers , que ele dirige e com o qual ele fez muitas gravações de repertório coral sagrado (incluindo seus próprios trabalhos), particularmente sob sua própria gravadora, Collegium Records .  Em 1980, tornou-se membro honorário do Westminster Choir College , em Princeton, e em 1988, membro da Guild of Church Musicians . Em 1996, o Arcebispo de Cantuária conferiu-lhe um Doutoramento em Música de Lambeth em reconhecimento à sua contribuição à música da igreja. Rutter também trabalha como arranjador e editor. Quando jovem, colaborou com Sir David Willcocks em cinco volumes da extraordinária série de antologia Carols for Choirs. As composições de Rutter são principalmente corais, e incluem canções natalinas , hinos e obras extensas, como a Gloria , o Requiem e o Magnificat. A estreia mundial do Requiem de Rutter (1985), e de sua edição oficial do Requiem de Fauré , aconteceu com o Fox Valley Festival Chorus, em Illinois. Em 2002, seu cenário do Salmo 150 , encomendado para o Jubileu de Ouro da Rainha , foi realizado no serviço de ação de graças do Jubileu na Saint Paul Cathedral , em Londres. Da mesma forma, ele foi contratado para escrever um novo hino, "This is The Day", para o casamento do príncipe William  em 2011, realizado na Abadia de Westminster. A música de Rutter é eclética, mostrando as influências das tradições corais francesas e inglesas do início do século 20, bem como da música leve e das composições clássicas americanas.

Glória 

Glória resultou de uma parceria de Rutter com Mel Olson que regia corais em Omaha, no Nebraska, sendo destinado ao coro The Voices of Mel Olson. Foi a primeira parceria de Rutter nos Estados Unidos. Rutter compôs em 1974. Ele estruturou o texto em três movimentos e o marcou para coro, metais, percussão e órgão, com uma versão alternativa para coro e orquestra. Embora mostre um texto litúrgico, foi concebido como uma peça de concerto. Rutter compôs de acordo com as especificações de Olson notando sua influência. Segundo o inglês, “muito crédito deve ir para Mel Olson porque ao me dizer o que ele estava procurando em um novo trabalho coral, ele estava me dizendo o que milhares de outros regentes de coral procuram também”. Rutter regeu a estreia de “Glória” em Omaha, no dia 5 de maio de 1974, fazendo também a sua estreia nos Estados Unidos. A partitura foi publicada em 1976 pela Oxford University Press em versões para órgão ou orquestra. O texto da peça é o Gloria, a segunda parte da ordem latina da missa. Está estruturada em três movimentos descritos como exaltados, devocionais e jubilosos seguindo o esquema rápido/ lento/ rápido, típico dos concertos. A instrumentação é um conjunto de metais de quatro trombetas, dois trombones tenor, trombone baixo, tuba, tímpanos, percussão e órgão. O texto do primeiro movimento é “Gloria in excelsis Deo”, a canção dos anjos da Anunciação aos pastores narrada por Lucas. A marcação é Allegro vivace. Começa com uma fanfarra e permanece forte. Instrumentos e vozes muitas vezes se alternam. O texto do segundo movimento “Domine Deo” aborda Jesus como o Cordeiro de Deus pedindo misericórdia e ouvindo orações. A marcação é Andante. O movimento é principalmente suave, dominado por um ostinato do órgão, com solos para vozes superiores. Tem sido descrito como uma oração suave e contida. O terceiro movimento é a conclusão “Quoniam tu solus sanctus” com marcação Vivace e rítmico. É composto pelo clímax do trabalho, uma recapitulação do começo no texto e na música com, ainda, uma fuga “Cum Sancto Spiritu” e terminando com um rápido Amém.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 

Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop.  Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Coral Lírico de Minas Gerais

O Coral Lírico de Minas Gerais é um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Sua atual regente titular é Lara Tanaka. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau Lírico, Lírico ao Meio-dia, Lírico em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. O objetivo desse trabalho é fazer com que o público possa conhecer e fruir a música coral de qualidade. Também os concertos que o Grupo realiza em cidades do interior de Minas e capitais brasileiras contribuem para a democratização do acesso do público ao canto coral. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. Já estiveram à frente do Coral Lírico de Minas Gerais os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais é um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

Silvio Viegas - Regente

Silvio Viegas é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Esteve à frente das orquestras: Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, por 8 anos; Sinfônica Brasileira; Sinfônica de Minas Gerais; Filarmônica do Amazonas; Orquestra Sinfônica de Roma e Orquestra da Arena de Verona (Itália); Sinfônica do Teatro Argentino de La Plata e Sinfônica do Sodre (Uruguai), entre outras. É o regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Walter Júnio

Créditos: Paulo Lacerda | ASCOM FCS

É natural de Contagem iniciou seus estudos musicais na Banda de Música 12 de Março com o Maestro Francisco Guimarães. Formou-se no curso básico do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (CEFART) com o Prof. Walter Alves de Souza, o bacharelado em clarineta com o Prof. Daniel Campos na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e Especialização em Docência do Ensino Superior/Música pela Universidade Candido Mendes. Foi vencedor, dentre outros, do Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica e Banda Sinfônica da Escola de Música da UFMG, Concurso Nacional Maestro Eleazar de Carvalho para Jovens Instrumentistas e Concurso Jovens Intérpretes de Francisco Mignone. Na área acadêmica, foi Professor da Classe de Clarineta da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Professor Substituto da Classe de Clarineta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no Projeto Música de Sarzedo. Como clarinetista convidado, tem atuado nas seguintes orquestras: Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica Brasileira, Cia Bachiana Brasileira e Orquestra Sinfônica da USP. Foi o primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN-UFF) entre 2004 e 2012. Atualmente é o primeiro clarinetista solista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG e Professor de Clarineta da Orquestra das Gerais.

 

 

 

Data de início

27 de Junho de 2018

Data de término

27 de Junho de 2018

Endereço

Grande Teatro do Palácio das Artes

Preço

R$20,00 INTEIRA | R$ 10,00 MEIA

Mais informações

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EVENTO

Sinfônica e Lírico em Concerto

HORÁRIO
20h30 

DURAÇÃO
60 minutos 

CLASSIFICAÇÃO LIVRE 

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400