Objetivos

No dia 5 de outubro, às 19h, a sala Juvenal Dias receberá os artistas Selma Parreira, Daniel Moreira e Dalton Paula para um bate-papo sobre a exposição Entre Acervos, como parte das ações preparadas para o encerramento da mostra.

A exposição, que faz parte da programação ARTEMINAS fica aberta até o dia 7 de outubrona Grande Galeria do Palácio das Artes com diversos nomes importantes das artes visuais do Brasil. 

A roda de conversa será mediada pelo crítico e curador Marcio Harum. Entre acervos reúne trabalhos que compõem o patrimônio artístico dos museus de Artes Plásticas de Anápolis (Mapa), de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), de Arte de Goiânia (MAG), e de Arte Contemporânea de Jataí. 

De acordo com o curador da mostra,  Paulo Henrique, o objetivo da ação educativa é aproximar público e artistas. Os goianos Selma Parreira e Dalton Paula, e o mineiro Daniel Moreira, além de falar sobre suas trajetórias profissionais, vão falar sobre suas produções a partir de pesquisas, pensamentos e emoções que os motivam.  

Selma Parreira

Em Selma o pensar e o fazer se complementam, dialogam na construção de seu trabalho da mesma maneira que as instalações, a apropriação de elementos do cotidiano de sua família, as pinturas, os desenhos compõem um universo de intensa carga poética que a artista elabora com a precisão de uma costureira e a sabedoria de uma cirurgiã. Selma registra, fotograficamente e também em obras pintadas, todo esse processo de translado e transmutação do material para o imaterial de sua memória afetiva, como se pelo processo criativo ocorresse uma cura do apego a toda uma longa história familiar que alimentou seu imaginário por décadas. A condição feminina é aqui compreendida de maneira substantiva, elemento motriz da ação. Do silêncio das costureiras, das vozes cantadas das lavadeiras, do trabalho cotidiano exercido pelas mulheres por séculos de domínio masculino, a artista recolhe os instrumentos de sua ação artística e com eles elabora seu repertório plástico, sua poesia.

Dalton Paula

Dalton Paula desenvolve uma produção artística intensa, com experimentações nos campos da fotografia, pintura, vídeo e performance. Dalton Paula é nome exponencial da jovem geração de artistas em Goiás. Desde que sua obra emergiu no cenário nacional despertou a atenção de curadores e de colecionadores do Brasil e do exterior. Durante a fase inicial de sua carreira tinha seu próprio corpo como a principal matéria de sua obra, pesquisando as propriedades plásticas e expressivas, investigando as implicações sociais, antropológicas e culturais que recaem sobre o corpo. O assunto principal de sua produção tem abordado a história e a situação do negro escravizado durante séculos no Brasil e no continente americano. Porém sua abordagem não demonstra os estereótipos da defesa da cultura negra e sim abre um campo conceitual crítico e poético fundado em consistente pesquisa artística e teórica que desemboca em trabalhos contundentes e repletos de camadas de leituras.

Daniel Moreira

Entre idas e vindas, desvios e mudanças de rota, Daniel Moreira dirige sua atenção às reconfigurações no desenho da paisagem local a partir da inclusão de elementos que, em certa medida, provam inquietação e estranhamento. Atualmente sua pesquisa tem como foco o olhar por estruturas metálicas ou placas em decomposição; trailers aparentemente abandonados. Elementos que, mesmo tendo perdido uma função primeira, ainda se afirmam na paisagem, agora mais como monumentos ao espaço em trânsito, ao não lugar, ao devir. Embora o artista pareça não tanto aquele que constrói paisagens, no caso de Daniel, seu olhar não se contenta com a mera contemplação passiva. Apreende criticamente o que vê e refaz o dado apreendido num emblema válido ao qual o público é confrontado. Apesar de as melancólicas paisagens captadas por Daniel alcançarem os fruidores inicialmente como situações estranhas e dissonantes, elas não tardam por aliá-los a seu sistema de harmonia - certamente pela sensibilidade com que o artista elabora sua poética. Mesmo reagindo inicialmente à ideia de que o céu cor de chumbo que encima as inóspitas paisagens e personagens retratados possa ser o mesmo que paira sobre as cabeças de quem vê, logo se é arrebatado e convencido de que se vive e se percebe o mesmo mundo.

Marcio Harum

Curador e pesquisador. Foi assistente curatorial na 27ª Bienal de São Paulo (2006) e produtor executivo da 1ª Bienal do Fim do Mundo (Argentina, 2007). Integrou o comitê curatorial do programa Rumos Artes Visuais 2008/2009, do Itaú Cultural. Como bolsista do Programa Deutsch Börse, na Alemanha, em 2007, foi curador em residência no centro de arte Frankfurter Kunstverein, em Frankfurt. Participa da equipe de críticos da Temporada de Projetos do Paço das Artes desde 2009.

Correalização: APPA- Arte e Cultura

Data de início

05 de Outubro de 2018

Data de término

05 de Outubro de 2018

Endereço

Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes (Av Afonso Pena, 1.537, centro. BH)

Preço

Entrada Gratuita

Mais informações

EVENTO

ARTEMINAS | Ação Educativa: Entre Acervos

HORÁRIO

19h

CLASSIFICAÇÃO

Livre

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO

(31) 3236-7400

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