Créditos: Calebe Souza

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais sobe ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes no próximo dia 14 de março para uma edição imperdível da série Sinfônica em Concerto.

Com regência do maestro Sérgio Gomes, a orquestra interpreta as celebradas 5ª Sinfonia, de Beethoven e Music for the Royal Fireworks, de Haendel. 

 

PROGRAMA

Music For The Royal Fireworks, de G. Haendel

(Música para os fogos de artifício reais )

Abertura

Bourrée

A paz: largo alla siciliana

O regozijo: allegro

Minueto I

Minueto II

 

Sinfonia Nº 5, de L. Beethoven

Allegro con brio

Andante con moto – Più mosso – Tempo 1

Scherzo Allegro – Trio – Scherzo

 Allegro - Presto

 

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 

 Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop.  Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Sergio Gomes

Graduado em trompa pela UFMG em 1997, nasceu no estado do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais com seu pai o maestro Sebastião Gomes e de trompa aos 11 anos na Escola de Música de Brasília com o professor Raimundo Martins. Em 1977, passou a integrar como primeiro trompista a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas atuando também como solista. Em 1981, foi convidado a participar da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais como primeiro trompista e solista. Esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na Série Sinfônica no Museu, Concertos Educativos, Concertos no Parque, Concerto na Cidade, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop. Atualmente, Sergio é o primeiro trompista solista e regente-assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. 

Georg Friedrich HAENDEL   

George F. Haendel (1685-1759) foi um compositor alemão, naturalizado inglês. É considerado um dos maiores compositores da música barroca. Nasceu em Halle (Alemanha) em 23 de fevereiro de 1685 e faleceu em Londres (Inglaterra) em 14 de abril de 1759) tendo sido enterrado na Abadia de Westminster. Foi um exímio compositor de óperas, cantatas e oratórios, obras-primas da polifonia vocal. Escrevia para  grandes orquestras e grandes corais. Sua característica era o drama especial que podemos ouvir em alguns coros de seus oratórios. Haendel deixou mais de 600 composições, entre oratórios, óperas e música instrumental. Os mais conhecidos são o oratório Messias e seu coro Aleluia.

Music For The Royal Fireworks - A primeira apresentação de Música para os fogos de artifício reais, em Londres, no ano 1749, reuniu 12 mil pessoas. Esta, uma obra instrumental, foi composta por encomenda do rei George II para a cerimônia de celebração do tratado de Aix-la-Chapelle (a atual cidade Aachen), que pôs termo à Guerra de Sucessão Austríaca (1740-1748). Este conflito bélico centrou-se numa disputa de poder colonial entre França e Inglaterra. O ponto alto da celebração em 27 de Abril de 1749, no Green Park de Londres, foi uma sessão de fogos-de-artifício. A música foi escrita para acompanhar o espetáculo pirotécnico. Na sua versão original foi tocada por uma imponente banda de sopros e percussão (os instrumentos militares), condição necessária para se fazer ouvir e importante no significado simbólico da ocasião. Salienta-se a estrutura da suíte francesa na escolha dos andamentos, incluindo uma grande abertura à francesa, uma bourré, um rigaudon e dois minuetos. Haendel fez uma versão com cordas, de forma a incluir a peça em programas em espaços fechados. Os títulos dados a algumas das danças, como “a paz” ou “o regozijo”, revelam o carácter programático da suíte.

Ludwig van BEETHOVEN 

(Bonn, 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. "O resumo de sua obra é a liberdade", observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida". Seu legado inclui nove sinfonias, cinco concertos para piano e 32 sonatas para o mesmo instrumento, entre elas as Patética, Appassionata e Ao Luar.

5ª Sinfonia - Embora os primeiros esboços da Quinta Sinfonia datem do início de 1804, Beethoven trabalhou assiduamente na obra apenas em 1807 e terminou a composição no início de 1808. A Quinta Sinfonia foi executada, pela primeira vez, no dia 22 de dezembro de 1808, no Theater an der Wien, por um grupo de músicos angariados para o concerto, sob a regência do próprio Beethoven. A Quinta Sinfonia foi dedicada ao príncipe Lobkowitz e ao conde Razumovsky. Extremamente moderna para a época e de difícil assimilação pelo público, ela passou por um longo calvário no século XIX até se tornar, a partir da segunda metade do século XX, a obra sinfônica mais conhecida em todo o mundo. O Allegro con brio, extremamente vigoroso, inicia-se com uma breve introdução, onde ouvimos, pela primeira vez, o tão famoso motivo de quatro notas. O primeiro tema, nas cordas, é elaborado a partir desse motivo, que será ouvido por toda a obra (no primeiro movimento ele será repetido mais de duzentas vezes). As trompas anunciam o segundo tema, de caráter doce, que será apresentado pelos primeiros violinos e repetido no clarinete e flauta. Após um desenvolvimento motívico e a reapresentação dos dois temas, uma longa coda finaliza o movimento. O Andante con moto é uma variação dupla, ou seja, dois temas variados alternadamente. O primeiro, lírico, surge logo no início, nas violas e violoncelos. O segundo, marcial, é apresentado em seguida, pelos clarinetes, fagotes, primeiros e segundos violinos. Após uma série de variações surge o terceiro e curto tema, nas madeiras, baseado no motivo inicial do primeiro tema. Uma reapresentação do primeiro tema nos conduz à coda. O terceiro movimento (Allegro) é um Scherzo. A primeira seção inicia-se com o primeiro tema, em pianíssimo, nos violoncelos e contrabaixos. O segundo, enérgico, apresentado primeiramente nas trompas, em fortíssimo, é derivado do motivo de quatro notas que inicia a sinfonia. A seção central (Trio) possui apenas um tema, inicialmente apresentado nos violoncelos e contrabaixos, e imitado por toda a orquestra. Quando a primeira seção (Scherzo) é reapresentada, os temas são executados  delicadamente nas cordas em pizzicato, com algumas intervenções das madeiras. Uma transição nos conduz, sem interrupção, ao movimento seguinte. Beethoven percebeu que uma sinfonia como essa precisava de um Finale grandioso: assim, no último movimento (Allegro) ele acrescenta um flautim, um contrafagote e três trombones à orquestra. Embora comuns na segunda metade do século XIX, a presença desses instrumentos em uma sinfonia era, à época, uma surpresa. O primeiro tema, majestoso, abre o movimento, executado por toda a orquestra. O segundo tema, lírico, porém ainda vigoroso, é apresentado pelas cordas e madeiras. Na seção central Beethoven trabalha, principalmente, motivos do segundo tema. Ao final desta seção surge, inesperadamente, o segundo tema do Scherzo, delicadamente apresentado nas cordas em pizzicato e nas madeiras. Um crescendo nos leva à reapresentação da primeira seção e uma coda grandiosa encerra a sinfonia.

Lei da meia-entrada: A Lei Federal nº 12.933/2013 dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artísticos culturais e esportivos. Clique e acesse o texto na íntegra 

EVENTO

Sinfônica em Concerto

HORÁRIO
20h30

DURAÇÃO
1h

CLASSIFICAÇÃO LIVRE 

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400

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