Créditos: Thamiris Resende / ASCOM FCS

"É necessário fugir aos movimentos pré-estabelecidos a fim de colocar a si mesmo na dança..." (Carolina Polezi)

 

Do dia 27 ao dia 29 de abril, a Fundação Clóvis Salgado promove por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) o 1º Congresso de Dança de Salão Contemporânea, que propõe reflexões sobre o universo da dança de salão por meio de oficinas, bailes e debates. 

Com um público diverso e de diversos estados do país, como Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o tema dessa edição, gênero e diversidade, visa fortalecer práticas e pensamentos críticos, autônomos e criativos sobre esse assunto no contexto da dança de salão e reunir profissionais de todo o Brasil com interesse na área.

Para a professora e pesquisadora em dança, Carolina Polezi, ministrante da oficina de Condução Compartilhada que abriu o congresso na tarde desta sexta (27), este evento tem uma importância histórica, além de ser um grande passo para a dança de salão. "Eu acho que a gente vive um momento histórico e político em que há um levante das minorias, e essas minorias querem se ver representadas. E vemos essa movimentação em diversos âmbitos da nossa sociedade. E a dança de salão não poderia ficar de fora, uma vez que ela já ficou de fora de muitos movimentos que aconteceram ao longo da história. A dança de salão segue praticamente inalterada, com as mesmas estruturas, pelo menos, nos últimos 100 anos", afirma. 

Créditos: Thamiris Resende / ASCOM FCS

Colezi destaca que o avanço das causas das minorias na sociedade trouxe à reboque a possibilidade de evocar temas fundamentais para se repensar e construir um outra dança de salão. "Por isso esse congresso é tão importante. Por isso é fundamental discutir todos esses temas, que vêm ressignificar  a dança de salão e vem trazer outras propostas que, com certeza,  trarão muito mais multiplicidade e diversidade à dança de salão", conclui. 

Créditos: Thamiris Resende / ASCOM FCS

Entusiasmada com a oficina ministrada por Colezi, a engenheira civil e instrutora de dança de salão, Luciane Passos, destacou a importância de poder se sentir confortável na dança, seja conduzindo um(a) parceiro(a) ou sendo conduzida. "Pra gente é uma experiência ótima, até mesmo pra sair da nossa zona de conforto de apenas ser conduzida. É importante que a mulher, especialmente, tenha essa autonomia na dança", completa. 

ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO CONGRESSO

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