Créditos: Paulo Lacerda | ASCOM FCS

De 14 de novembro a 10 de fevereiro, a Fundação Clóvis Salgado apresenta a exposição do pintor, desenhista e escultor goiano Siron Franco

Suas obras estão presentes  nos mais importantes museus do Brasil, como MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), MASP (São Paulo) e MAC (São Paulo), e a exposição, que tem curadoria de Augusto Nunes-Filho, traz à Galeria Arlinda Corrêa Lima do Palácio das Artes 36 quadros do artista.  

O trabalho de Siron Franco faz uso de uma paleta de cor escura e flerta com o realismo fantástico, representando imagens irreais na pintura. Com um olhar sutil sobre o cotidiano, o artista retrata situações de violência, por meio de figuras quase monstruosas, mesclando humanos e animais. Seu trabalho usa manchas de tinta, uma característica típica dos artistas da época, mas sua obra não chega a ser classificada como abstrata, já que, segundo o próprio Siron, lida com imagens, sejam elas humanas ou não. 

Créditos da foto: Paulo Lacerda ASCOM FCS

As obras fazem parte, principalmente, de coleções particulares e a exposição conta, entre outras, com o díptico Metamorfose (1979), uma das séries mais famosas do artista, bem como Sorriso (1975) e Espelho (1975) da série Fábulas do Horror. Segundo o curador, “Destacar as obras de Siron Franco é parte do atual programa da Fundação Clóvis Salgado que abre espaço para artistas de todo o Brasil. Com grande satisfação realizamos esse trabalho, que dá acesso à população a obras de grande reconhecimento nacional e internacional, até então inéditas na cidade”, comemora Nunes-Filho. 

Expondo individualmente pela primeira vez no Palácio das Artes, Siron Franco possui uma admiração especial pelos artistas mineiros. “Minas Gerais é um berço muito instigante da cultura brasileira, na sua música, teatro, artes plásticas e dança, por isso me sinto muito honrado em ocupar uma galeria do Palácio das Artes”, conta. Para o artista, a curadoria é uma oportunidade de revisitar um pouco do seu trabalho. “Todas são obras muito importantes da minha carreira e tenho muito carinho por elas, por isso agradeço muito a oportunidade de expor essa fase do meu trabalho que muita gente ainda não conhece”, comenta o goiano. 

Créditos da foto: Paulo Lacerda ASCOM FCS

Siron Franco

Gessiron Alves Franco, mais conhecido como Siron Franco, (Goiás, 25 de julho de 1947) é um artista plástico brasileiro cuja obra é reconhecida no Brasil e no exterior. Como pintor, alcançou notável reconhecimento em sua participação na 12ª Bienal Nacional de São Paulo (1974). Passou sua infância e adolescência em Goiânia, tendo sua primeira orientação de pintura com D.J. Oliveira e Cleber Gouveia. Começou a ganhar a vida fazendo e vendendo retratos. A partir de 1965, decidiu concentrar-se no desenho. Residiu em São Paulo, frequentando os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levi, e integrando o grupo que fez a exposição Surrealismo e Arte Fantástica, na Galeria Seta. Muito ligado às questões sociais, o artista realizou uma série de obras sobre o acidente com o césio 137, elemento radioativo que causaria grandes danos de saúde a várias famílias de Goiânia. Os povos indígenas foram tema de um memorial feito por Siron Franco, em respeito e homenagem ao contínuo massacre dessas populações. A devastação da natureza também é um de seus temas, denunciando a caça e a matança de animais.

 

VISITAS MEDIADAS

Com o propósito de difundir conceitos importantes sobre as artes visuais, cultura e contemporaneidade, a Fundação Clóvis Salgado realiza visitas mediadas às galerias de artes visuais e de fotografia do Palácio das Artes e da CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais. A mediação é realizada pelos professores da Escola de Artes Visuais do CEFART.

As Visitas Mediadas acontecem às terçasquartas e quintas-feiras, às 9h3014h15h30 e 19h e têm a duração máxima de 1 hora e 30 minutos.

Os agendamentos são realizados exclusivamente pelo e-mail agendamento.galerias@fcs.mg.gov.br

Este evento tem correalização da APPA - Arte e Cultura.

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