Acervo de obras da Fundação Clóvis Salgado ganha novas peças

publicado por Gabriel Arcanjo em 17 de março 2020

Após o encerramento da exposição do ARTEMINAS Narrativas Femininas – Sou aquilo que não foi ainda, o acervo da FCS ganhou novas peças. O programa que consolida a exposição e valorização das artes visuais e artistas mineiros, em 2019 e 2020, trouxe ao público a produção de mulheres emergentes do estado. A mostra reuniu diversas produções em grafite, cerâmica, pintura, fotografia, escultura, bordados, site specific, entre outros, e contou com um público amplo e atento às múltiplas formas de criação de cada artista. As artistas que expuseram e compuseram a mostra Híbrida, Carolina Bortura, Giulia Puntel e Julia Panadês, doaram, cada uma, uma peça para compor o acervo de obras da Fundação Clóvis Salgado. Carolina Botura doou a obra Selvagem – óleo sobre laminado de madeira. Giulia Puntel doou a pintura Meu sonho na noite passada e Julia Panadés a obra que faz parte da série Flamulas Fêmeas. Carolina Botura afirma se alegrar com sua participação na mostra e reforça a importância de espaços artísticos que “se abrem para a voz feminina”.

 

Selvagem – “A obra que entra para o acervo do Palácio das Artes se chama Selvagem. Considero que ela seja um convite para entrada em nossas profundezas, um salto no desconhecido para o reconhecimento e cura de nossas sombras. As forças do mistério ligadas ao feminino invocam a origem, o instinto, o espírito, a mãe natureza – fonte inesgotável de sabedoria da qual estamos desconectados. O cavalo se encontra em diversas mitologias e religiões da antiguidade como o arquétipo da força para alcançar a liberdade da alma, do movimento para transformar e avançar no caminho espiritual, ele aparece como o guia desta jornada quando permitimos que assim seja, como um mestre interno de conexão com o divino que ensina a andar em novas direções, a descobrir nosso poder e impulsiona para realizar as mudanças necessárias. Ele representa a conexão entre consciente e inconsciente, luz e sombra, físico e mental, o salto, a ponte entre os mundos. Abrir as portas e ser habitada por este cavalo é uma forma de conhecer a si e assim aprofundar-se também no reconhecimento do mundo num nível total e sutil. Selvagem chama, portanto, à expansão da consciência e à comunhão das polaridades. Cavalgar em liberdade é o anseio de toda Alma!”, conta Carolina sobre sua obra doada ao acervo da FCS.

 

Acervo – Constituído desde sua criação, a coleção da FCS conta com importantes nomes como Guignard, Amilcar de Castro, Fayga Ostrower, Frans Krajcberg e Lorenzato. As últimas doações, anteriores às artistas supracitadas, foram dos fotógrafos Pedro Motta, Cyro Almeida, Assis Horta e Daniel Moreira, além das obras da artista mineira Juliana Gontijo, vencedora da Edital de Ocupação no ano de 2018, e do paulistano Rodrigo Arruda, vencedor da edição 2019.