Rodrigo Arruda | Doação para acervo

publicado por Pedro Abrahão em 10 de outubro 2019

A exposição ECOS, de Rodrigo Arruda, selecionada no Edital de Ocupação de Artes Visuais da FCS termina no próximo domingo (13). Com grande satisfação, a Fundação Clóvis Salgado recebe a generosa doação de uma de suas obras mais delicadas para o acervo. Trata-se de uma lâmpada que emite uma pequena luz vermelha, do tamanho de um glóbulo ocular. Ela se acende em uma fração de segundo e se mantém apagada enquanto não brilha novamente. A proposta do artista é criar obras que reagem com o vazio. A exposição ECOS busca pensar um conjunto de trabalhos que operam pela via da fragilidade, do silêncio e da ausência.

Para Arrudas, a obra se beneficia dos espaços expositivos do Palácio das Artes. “Eles são muito amplos, o pé direito é alto e as paredes são generosas. Fico tranquilo de saber que, independentemente da sala em que o trabalho possa vir a ser instalado, ele vai ter um espaço interessante para habitar. Me deixa especialmente feliz compor um órgão público como a Fundação’’, observa o artista. O trabalho sem título foi exposto em duas outras ocasiões antes da FCS: na exposição “Ponto Cego”, no Ateliê 397 (SP), e na 29º Mostra de Arte Juventude, no SESC de Ribeirão Preto (SP).

A exposição de Rodrigo foi selecionada pelo Edital de Ocupação da Fundação Clóvis Salgado juntamente de Leite Derramado, de Lorena D’arc, que ocupou a galeria Mari’Stella Tristão até o dia 22 de setembro, e Para Sempre e Um Dia, de Renata Cruz, que ocupa a galeria Arlinda Corrêa Lima também até domingo (13).