Recital de música do Cefart | Bach, Vivaldi e Tom Jobim

08/04/22

Canal da FCS no YouTube

Foto: Fabrício Martins

 

Buscando proporcionar aos estudantes do Curso Básico da Escola de Música a experiência com o palco e com a performance gravada, e estabelecer um elo entre esses jovens músicos e o público, a Fundação Clóvis Salgado, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) apresenta no dia 8 de abril (sexta-feira), às 19h, o Recital da Escola de Música, com composições de diversos períodos relevantes da história.

 

A apresentação tem como foco principal o desenvolvimento da performance do jovem artista, aprimorando a técnica e a interpretação de várias obras e compositores importantes presentes ao longo do tempo de formação no curso. O repertório é formado apenas por produções instrumentais, e inclui as composições Concerto em Sol Maior, de Bach, RV 399, de Antonio Vivaldi, Humoresque, de Antonín Dvorák, e Luiza, de Tom Jobim, dentre várias outras. Todas as obras são executadas por alunos após ensaio e supervisão de professores do Cefart.

 

As apresentações, que serão disponibilizadas no canal do YouTube da FCS, foram gravadas em fevereiro de 2022, quando a avaliação era de que os índices epidemiológicos da pandemia em Belo Horizonte tornavam arriscada a reunião presencial dos instrumentistas. Todas as performances foram realizadas seguindo os protocolos de segurança, e o acesso à montagem das apresentações no YouTube é gratuito.

 

Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam o Recital da Escola de Música do Cefart, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, Instituto Unimed-BH¹ e AngloGold Ashanti, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

 

O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

 

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

 

Foto: Fabrício Martins

Necessidades pedagógicas e apuro estético – Os recitais são eventos recorrentes na rotina de alunos do Curso Básico de Música do Cefart. Ao final do percurso os estudantes executam composições como pré-requisito para a formatura, mas ao longo de todo o período letivo há apresentações semestrais que sedimentam os aprendizados dos estudantes. Segundo Fabrício Martins, Coordenador de Extensão do Cefart, “os recitais são frequentes porque, para a escola, é importante que, além da formação, os estudantes também tenham contato com o palco, com a câmera”.

 

Idalmo Santos, Coordenador da Escola de Música e professor de trombone afirma que os recitais propiciam “um nível de experiência maior para alunos que estão se formando ou estão no decorrer do curso”. Ele destaca também que, para os jovens artistas, os eventos constituem vivências do trabalho em equipe e da pressão de uma gravação, principalmente nos dias atuais, quando redes sociais e mídias digitais são plataformas de grande visibilidade e espaço para músicos.

 

O Coordenador da Escola de Música conta que, mais do que prezar por questões estéticas musicais, o repertório escolhido procura conciliar a beleza das obras com as necessidades pedagógicas dos alunos. “O programa foi definido entre professor e aluno, e os músicos se organizaram para a gravação no estúdio, reproduzindo a logística profissional. A escolha tem a ver com as habilidades técnicas que o estudante já desenvolveu e que ainda precisa aprimorar, e vai além da estética. Aluno e professor podem ter uma preferência, por exemplo, por composições do período Barroco, mas é importante que essa escolha esteja alinhada com a prática do instrumento, com o que o aluno já viu e ainda vai experienciar no curso”.

 

Foto: Fabrício Martins

Parceria entre as Escolas de Música e de Tecnologia da Cena – O recital semestral em abril também marca a continuidade de uma colaboração entre duas escolas do Cefart. De acordo com Idalmo Santos, “a Escola de Tecnologia da Cena se tornou uma importantíssima parceira nos recitais porque tem colaborado com aspectos como figurino, cenário, iluminação e outras questões técnicas relacionadas ao design das gravações. Todos os elementos que dizem respeito a esta mise-en-scène das apresentações ficam a cargo dos alunos do curso de Tecnologia de Cena, que conseguem passar pela prática de montar um evento mais profissional. Se tornou um benefício mútuo para as duas escolas”.

 

Essa sinergia entre estudantes de diferentes cursos do Cefart tem rendido bons resultados. Para além da música, carro-chefe das apresentações, iluminação e cenografia contribuem para criar uma atmosfera intimista para as performances, valorizando o protagonismo dos artistas e a relação de cada um com o próprio instrumento.

 

O Coordenador da Escola de Música salienta ainda que, embora não haja um enfoque muito grande na encenação, alguns repertórios demandam uma atenção adicional ao figurino, por exemplo, quando o desejo é evocar o período de composição das músicas ou o estilo visual associado à escola artística da qual determinado compositor fez parte. Este é mais um aspecto que, ao situar historicamente uma performance, ajuda a criar o clima para uma fruição mais imersiva da música. Idalmo Santos realça que, na medida em que a parceria com a Escola de Tecnologia de Cena tem dado muito certo, é um desejo fazer colaborações com outras escolas do Cefart. “Todo mundo só tem a ganhar.”.

 

Foto: Fabrício Martins

Diversidade de instrumentos e contato com o público – Trazendo variadas produções de diferentes séculos e estilos, o Recital da Escola de Música também contempla vários instrumentos (violão, violoncelo, piano, etc.) e composições que vão agradar as mais diferentes pessoas. Desde canções folclóricas a obras eruditas europeias e brasileiras, passando também pela música popular nacional, a diversidade de gostos musicais dos espectadores está espelhada na seleção do repertório. Aliás, o público ocupa um papel central no evento. Conforme o professor Idalmo Santos, um dos aprendizados a ser desenvolvido a partir da participação no recital é a importância da interação entre músicos, equipe de produção técnica e audiência. “O contato presencial é muito importante, mas essa interação vinda do engajamento em redes sociais também é fundamental para o artista. Não se faz música sozinho, e o público é um personagem tão importante quanto os artistas e a equipe técnica”.

 

Escola de Música – A Escola de Música do Cefart oferece os Cursos Básico e o Curso Básico Complementar de Música. O Curso Básico de Música tem duração de três anos e o objetivo é formar o músico performer– cantor ou instrumentista – com conhecimento específico na área de performance musical, para atuar como solista ou camerista, compor grupos profissionais ou amadores, orquestras, corais e outras formações musicais. A capacitação dos alunos se dá por meio de estudos de instrumento musical ou canto erudito e alia a prática à teoria musical. O intuito é desenvolver o potencial artístico do aluno e otimizar suas habilidades para a performance, a criação e a apreciação musical, sempre incentivando a produção musical individual e coletiva. A Escola oferece também o Curso Básico Complementar para canto erudito ou instrumentos aos alunos do Curso Básico de Música e a outros candidatos com formação equivalente, possibilitando a ampliação de seus estudos musicais. Com duração de um ano, o curso oferece outras abordagens musicais provenientes do ensino de música popular, como o jazz, sua história e estética, improvisação, criação de arranjos e iniciação à composição musical.

 

Cefart – O Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo da arte e em tecnologia do espetáculo. Inúmeras gerações de artistas e técnicos foram formadas ao longo dos quase 50 anos de atividades, com forte impacto no fazer artístico de Minas Gerais. Um dos aspectos mais valiosos dessa formação é a possibilidade da vivência prática dos alunos nos espaços profissionais do Palácio das Artes, onde está sediada uma de suas unidades. Referência em formação artística, o Cefart possui amplo e inovador Programa Pedagógico para profissionalizar e inserir jovens talentos no mercado de trabalho da cultura e das artes. São oferecidas, gratuitamente, oportunidades democráticas de acesso a formação cultural diversa, por meio de Cursos Técnicos, Regulares e de Extensão, com grande repercussão social. São incontáveis as possibilidades de atuação dos alunos, ao longo de amplo calendário anual, incluindo grupos jovens, projetos de pesquisa e apresentações artísticas diversas. São oferecidas, ainda, várias atividades gratuitas, destinadas a diferentes públicos, bem como oferta virtual de conteúdos culturais formativos. Além dos estúdios e salas de aula no Palácio das Artes, o Cefart mantém unidade também na Praça da Liberdade, integrada ao Circuito Cultural.

 

Programa

 

Aluno: Aldair Ferreira

May Song – Canção folclórica

Cello

Professora: Glaucia Furtado

 

Bruna Guimarães

Adágio and Allegro from The Sonata in E Minor, Op.1, No.2Benedetto Marcello

Cello

Professora: Glaucia Furtado

 

Guilherme Almeida

Acalanto, da Suíte das 5 Notas – Lorenzo Fernandez

Tarantella op. 65 n. 4 –Sergei Prokofiev

Dança, arranjo para piano a 4 mãos de Fritz Emonts – Jean-Baptiste Lully

Exercícios Melódicos op. 149 n. 6 – Scherzo, para piano a 4 mãos – Anton Diabelli

Piano

Professor: Leoni Werner

 

Liliane Almeida Santiago

Dança, arranjo para piano a 4 mãos de Fritz Emonts – Jean-Baptiste Lully

Exercícios Melódicos op. 149 n. 6 – Scherzo, para piano a 4 mãos – Anton Diabelli

Piano

Professor: Leoni Werner

 

Ingrid Reis Santos

Minueto em lá menor – Johann Krieger

Marcha em ré maior BWV Anh. 122, do livro de Anna Magdalena Bach – J. S. Bach

Piano

Professor: Leoni Werner

 

Hugo Andrade

Moinho – Hugo Andrade

Senhorinha – Guinga

Luiza – Tom Jobim

Violão

Professor: Gustavo Bracher

 

Iná Duarte

Concerto em Sol Maior – Telemann PreludeG.P Telemann

Suite n1 for Cello J. S. Bach

Viola de orquestra

Professor: Josafá Ferreira

 

João Luiz

Minuet no. 3 – J. S. Bach

RV 399 – Antonio Vivaldi

Violoncello

Professora: Glaucia Furtado

 

Anna Luiza Batista

Humoresque – A. Dvorák

Violoncelo

Professora: Glaucia Furtado

 

Ana Taboada

Distant Chimes – Jon George

Musette em ré maior BWV Anh. 126 – J. S. Bach, do livro de Anna Magdalena Bach

Piano

Professor: Leoni Werner

 

Jansley Gustavo Resende Ferreira

Estudo n° 7, Lyrical Studies for Trumpet – Giuseppe Concone

Trompete

Professor: Gustavo Machado

 

Gregório Pardini

Feelings – Morris Albert

Trompete

Professor: Gustavo Machado

 

Gabrielle Hoffman

N°6 Bourreé – G.F Handel (Suzuki)

Concerto Viola em G maior – G.P Telemann

Concerto em C maior II movimento – Antônio Vivaldi

Viola de orquestra

Professor: Josafá Ferreira

 

Bernardo Alves

Adelita – Francisco Tárrega

Estudo número VI – Leo Brouwer

Violão

Professor: Gustavo Bracher

 

 

Cláudia Maiello Von Rondon

Pictures From the East, Op. 66 for Bb Clarinet and Marimba – Robert Schumann IV, arranjo de John Walker

Clarinete

Professor: Ney Franco

 

Geremias De Almeida Nunes

Militar Conzert, segundo movimento

Clarinete

Professor: Ney Franco

 

Informações

Local

Canal da FCS no YouTube

Horário

19h

Informações para o público

(31) 3236-7400