Seminário | A Política Cultural na Nova República

22/09/21 - 29/09/21

Canal da Fundação Clóvis Salgado no YouTube

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, promove o seminário A Política Cultural na Nova República, que tem como base o debate com pesquisadores e artistas de referência em suas áreas, que articulam ativamente a teoria, a crítica e a excelência formal em sua prática cotidiana. Com realização do Programa de Pesquisa em Residências Artísticas e da Coordenação de Cursos Especiais do Cefart, o seminário acontece nos dias 21, 22, 29 e 30 de setembro de 2021, sempre às 19h, pelo Canal da FCS no YouTube. O evento será inteiramente virtual, na forma de aulas abertas e bate-papos – o público terá acesso à discussão de ponta na área de crítica e análise de conjuntura do setor cultural e dos diversos campos artísticos, inserido nas demandas mais dinâmicas de nossa sociedade.

 

Programação

21 de setembro de 2021 (terça-feira) | 19h

Hegemonia historiográfica na Nova República: que opções foram deixadas para a cultura?

Seminarista: Profª. Drª Angélica Lovatto. Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNESP (campus Marília) e do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, onde coordena o Grupo de Pesquisa CNPq “Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano”. Doutora em Ciências Sociais (PUC-SP). É Editora-Assistente da Revista Novos Rumos (Instituto Astrojildo Pereira e PPG C.Sociais UNESP). É autora de A utopia nacionalista de Helio Jaguaribe (São Paulo: Xamã, 2010).

Mediação: Priscila Alencastre

Resumo: A partir dos anos 1980, consolidou-se uma hegemonia historiográfica chamada de “Escola Paulista”, localizada notadamente na USP, que foi profundamente influente sobre a sociedade brasileira como um todo, mas em especial sobre a forma de desenvolver cultura em tempos de “democracia”. Os seminários da Profa. Marilena Chauí (USP), nos anos 1980, na FUNARTE – Fundação Nacional de Artes, deram origem a um debate que colocava em questão o “lugar do povo” na cultura, tendo como referência a análise da Teoria do Populismo, na corrente de Francisco Weffort. A palestra vai problematizar essa hegemonia historiográfica, buscando caminhos para sua superação.

 

22 de setembro de 2021 (quarta-feira | 19h

A música enquanto profissão: reinvenção ou adaptação ao novo normal?

Seminarista: Profª. Drª. Luciana Requião. Musicista, pesquisadora e professora associada da UFF. É membro do Programa de Pós-Graduação em Música e do Programa de Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais da UNIRIO. É Doutora em Educação, Mestre em Música e Licenciada em Educação Artística. Coordena o Grupo de Estudos em Cultura, Trabalho e Educação e está como diretora do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro na gestão 2018-2022. É autora dos livros “O Músico-Professor” (2002), “Eis aí a Lapa…: processos e relações de trabalho do músico nas casas de shows da Lapa” (2010) e “Trabalho, Música e Gênero” (2019).

Mediação: Priscila Alencastre

Resumo: A inovação tecnológica é uma força produtiva que historicamente vem transformando o mundo do trabalho, moldando hábitos de consumo e conformando relações de trabalho. No campo da música no Brasil essa tendência é observada em diversos momentos, principalmente no decorrer do século XX e nas décadas iniciais do século XIX. Esse processo se mostra muito mais excludente do que inclusivo, forçando trabalhadores e trabalhadoras da música a um contínuo exercício de adaptação. Em tempos de pandemia esse processo é acirrado, quando musicistas se vêem totalmente dependentes de meios tecnológicos. A proposta que trazemos buscará enfatizar as formas contemporâneas de exploração do trabalho de musicistas e da enorme quantidade de trabalho não pago absorvida pelo capital.

 

29 de setembro de 2021 (quarta-feira) | 19h

Ministério Celso Furtado e a isenção fiscal como fundamento da política de cultura no Brasil da Nova República: um balanço crítico

Seminarista: Priscila Alencastre. Violinista formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), tendo realizado pesquisa de mestrado no campo da música sinfônica nesta mesma instituição. Estuda as transformações em curso na música sinfônica investigando a relação entre estas transformações e a política cultural brasileira. Paralelamente, exerce intensa atividade pedagógica em diversas instituições como professora de violino especializada no Método Suzuki.

Mediação: Gabriel Coupe

Resumo: Passados 35 anos da implantação da Lei Sarney, faz-se necessário um retorno à conjuntura político-econômica e às ideias que ensejaram a aposta nas leis de isenção fiscal como espinha dorsal para a política de cultura no Brasil. Recuperar as origens desse processo na gestão Celso Furtado, hoje vistas à luz dos seus desdobramentos concretos através dos governos que se sucederam, é um balanço crítico incontornável para a discussão contemporânea sobre a relação entre política cultural, projeto de governo e a situação da classe artística e da cultura nacional no Brasil de hoje.

 

30 de setembro de 2021 (quinta-feira) | 19h 

A participação da cultura nos processos de acumulação de capital: análise do caso brasileiro (2003 a 2013)

Seminarista: Profª. Drª. Valéria Pilão. Doutora em Ciências Sociais – UNESP/Marília (2017), mestra em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (2009) e bacharel e licenciada em Ciências Sociais pela UNESP/Marília (2005). Tem experiência em Ciências Sociais com ênfase em Sociologia, pesquisando os seguintes temas: cultura, pós-modernidade, processos de acumulação com predominância financeira, sociologia urbana, políticas públicas e neodesenvolvimentismo. Professora universitária do Centro Universitário Internacional UNINTER e Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Mediação: Priscila Alencastre

Resumo: O objetivo da exposição é explicitar de que forma a cultura participa do processo de acumulação de diferentes setores do capital, evidenciando a particularidade brasileira desse movimento por meio da análise da popularmente denominada Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91) entre os anos de 2003 a 2013.

 

Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam o Seminário Temático – A Política Cultural na Nova República. As atividades da Fundação Clóvis Salgado tem correalização da APPA – Arte e Cultura e patrocínio master da CemigAngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

¹ O patrocínio da Unimed-BH / Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

 

CEFART – O Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo das artes e em tecnologias do espetáculo. Referência em formação artística, o Cefart possui amplo e inovador Programa Pedagógico para profissionalizar e inserir jovens talentos no mercado de trabalho da cultura e das artes. Diversas gerações de artistas e técnicos foram formadas ao longo dos quase 50 anos de atividades, com forte impacto no fazer artístico de Minas Gerais.  São oferecidas, gratuitamente, oportunidades democráticas de acesso à formação cultural diversa, por meio de Cursos Técnicos, Básicos, de Extensão e Complementares, com grande repercussão social.

 

 

 

Informações

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