Sinfônica e Lírico em Concerto com Clément Lefebvre

29/11/22 - 30/11/22

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes| Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

Foto: Paulo Lacerda

 

Integrando a série de concertos Sinfônica e Lírico ao Meio-Dia e Sinfônica e Lírico em Concerto, a Fundação Clóvis Salgado, em parceria com a Embaixada da França no Brasil e Aliança Francesa de Belo Horizonte, por meio da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, apresenta um concerto inédito em homenagem à música francesa e alemã. Nos dias 29 de novembro (terça-feira), ao meio-dia, e 30 de novembro (quarta-feira), às 20h30, os dois Corpos Artísticos se reúnem no palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com participação especial do pianista francês Clément Lefebvre, interpretando obras de Debussy, Beethoven, Fauré e Schumman.

A regência será do Maestro Titular da OSMG, Silvio Viegas. Em dezembro, Silvio se despede da OSMG e do público mineiro como Regente Titular. Seus últimos concertos no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes serão nos dias 29 e 30 de novembro, no entanto, o maestro estará presente em diversos momentos da próxima temporada como regente convidado. “O Palácio das Artes e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais sempre foram muito especiais para mim. Fazem parte da minha formação, da minha carreira e estarão sempre presentes na minha vida”, enaltece o maestro. O nome a assumir o cargo de Regente Titular da OSMG será anunciado em breve.

Os ingressos para a apresentação de meio-dia já estão disponíveis para a retirada do público, de forma gratuita, pelo site da Eventim ou na bilheteria do Palácio das Artes. Será permitida a retirada de, no máximo, um par de ingressos por CPF. Já os ingressos para a apresentação de Gala, que acontece na quarta-feira, também já estão à venda por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

 

Debussy e Fauré: refinamento harmônico – Na primeira parte do concerto, será apresentada a obra “Petite Suite”, de Claude Debussy. Formada por quatro pequenas peças, foi originalmente escrita para piano, e posteriormente orquestrada. Segundo Silvio Viegas, trata-se de uma suíte em 4 movimentos originalmente feita para piano e quatro mãos. “Ela foi transcrita muitas vezes, sendo a principal versão orquestral sido realizada por seu colega Henri Büsser, e será exatamente essa a versão que faremos”, explica o maestro.

Em seguida, os corpos artísticos interpretam “Madrigal”, de Gabriel Fauré, acompanhados pelo piano. A peça “Madrigal” é marcada por uma melodia delicada, com vozes que se alternam suavemente e se juntam de forma harmoniosa, expressando um notório refinamento harmônico – e é interpretada com frequência pelo Coral Lírico de Minas Gerais. Composta por Gabriel Fauré em 1883, como um “presente” de casamento para o ex-aluno e amigo André Messager, a peça concentra uma espécie de ironia sobre o relacionamento amoroso pelo olhar dos homens e das mulheres da época.

Ainda sob autoria de Fauré, Orquestra e Coro se unem para apresentarem as clássicas “Cantique de Jean Racine” e “Pavane”. “Cantique de Jean Racine, ou canto de Jean Racine, foi composta entre os anos de 1864-65 para um concurso de composição de Paris, e ganhou o primeiro prêmio”, conta Viegas. É uma peça religiosa, do repertório romântico do século XIX, muito executada por corais de um nível musical elevado. Fluida, com harmonias e melodias muito bonitas, possui uma cor quase jazzística, elegante. Na interpretação, o texto cantado é do dramaturgo francês Jean Racine, que parafraseou o hino gregoriano “Consors paterni luminis”. Do ponto de vista poético, Racine utilizou figuras poéticas requintadas para sublinhar o clamor pela graça divina. Já “Pavane”, que encerra a primeira parte do concerto, foi escrita em 1887 e evoca a dança característica da corte espanhola de mesmo nome. “Esta pequena joia da música francesa se caracteriza pela elegância da melodia e a originalidade harmônica”, explica o maestro.

 

O brilhantismo de Beethoven e Schumann – Na segunda parte do concerto, a famosa abertura “Leonora”, de Ludwig van Beethoven, dá continuidade ao espetáculo. Segundo Viegas, “Beethoven criou quatro aberturas para sua única ópera Fidelio. Mesmo não sendo a escolhida para abrir sua ópera, a Leonora Nr. 3 é, sem sobra de dúvida, uma das mais brilhantes e amadas obras do genial compositor alemão”.

Por fim, os corpos artísticos interpretam uma das obras mais importantes do alemão Robert Schumann, seu Concerto para piano em Lá Menor. “Em 1841, Schumann escreveu sua Sinfonia Nº 1 em Si Bemol Maior, conhecida como ‘Primavera’. logo depois, compôs uma Fantasia para Piano e Orquestra, para sua esposa Clara. Resolveu depois acrescentar-lhe dois movimentos, criando assim seu Concerto para Piano e Orquestra, o único que compôs, e que será executado pelo jovem pianista francês convidado, Clément Lefebvre”, explica o maestro.

Para Viegas, a parceria entre o Consulado Francês e a Fundação Clóvis Salgado é excelente, pois dá oportunidade a jovens talentos franceses de ganharem ainda mais experiência. “Além disso, dá ao público mineiro a oportunidade de ouvir grandes artistas que já começam a fazer uma grande carreira como solista”, comenta. A apresentação, segundo o maestro, inovará em vários aspectos, e abrirá mão de um destaque exagerado dado ao solista, para criar um diálogo profundo e riquíssimo entre Piano e Orquestra.

 

Programa:

 

Petite Suite

Claude Debussy

Madrigal

Gabriel Fauré

Cantique de Jean Racine, Op. 11

Gabriel Fauré

Pavane, Op. 50

Gabriel Fauré 

Abertura Leonora, Nr. 3

Ludwig van Beethoven

Concerto para Piano em Lá Menor, Op. 54

Robert Schumann

 

Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a serie Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, ArcellorMittal, AngloGold Ashanti e Usiminas, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. A apresentação é uma parceria da FCS com a Aliança Francesa e a Embaixada da França no Brasil.

 

Ciclo de Jovens Pianistas – O ciclo de jovens pianistas é um programa desenvolvido pela Embaixada da França no Brasil em parceria com a Aliança Francesa de Belo Horizonte. Tem como premissa promover pianistas franceses promissores, formados nos melhores conservatórios de música da França e vencedores de concursos nacionais e internacionais, oferecendo-lhes a oportunidade de apresentar-se no Brasil e de impulsionar a sua carreira internacional na América Latina.

 

Clément Lefebvre – Se existe um círculo de poetas-músicos, o pianista Clément Lefebvre é seu maior representante na sua geração. Sua primeira gravação, Rameau/Couperin, lançada em 2018 pela Evidence Classics, o revela como tal ao público amante da música e ao mundo musical. Esta gravação traz sua assinatura artística única, que lhe valeu um reconhecimento imediato e unânime: um golpe de mestrecoroado com um Diapason d’Or Découverte. Sua personalidade autêntica e seu senso poético também foram notados no Concours International Long-Thibaud-Crespin 2019, do qual ele foi vencedor. Anteriormente, ele havia sido distinguido pelo 1º Prêmio e pelo Prêmio do Público no Concurso Internacional de Piano James Mottram, em Manchester, em 2016. Se apresentou em festivais e instituições conceituados: La Roque Anthéron, Folle Journée de Nantes, Festival Chopin em Paris, Solistes à Bagatelle, Festival de Piano Nohant, auditório da Radio France, auditório do Louvre, Philharmonie de Paris. Está presente nos palcos estrangeiros: Dublin, Pequim, Bruxelas, Berlim, Amsterdã. Como solista, ele já teve o privilégio de tocar em concerto com a Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, a Orchestre National de France e a Orchestre de la Garde Républicaine.

 

Sílvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème, La Traviata e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras.

 

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Seu atual regente titular é Silvio Viegas e André Brant ocupa a função de regente assistente.

 

Coral Lírico de Minas Gerais – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado em janeiro de 2019. Interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Além de integrar as temporadas de óperas da FCS, participa das séries Lírico ao Meio-dia, Lírico em Concerto, Lírico Sacro e Sarau Lírico. O Coral Lírico de Minas Gerais teve como regentes os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade, sendo Lara Tanaka sua atual regente.

Informações

Local

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes| Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

Horário

29 de novembro | 12h

30 de novembro | 20h30