Borogodó, palavra que sintetiza charme, balanço, malícia e espontaneidade, dá nome ao aclamado projeto do violonista mineiro Octávio Deluchi. Uma homenagem ao violão brasileiro de concerto, o projeto consolida o jovem músico radicado em Nova Iorque como um artista que compreende o violão como instrumento solista e como um potente veículo de afirmação da nossa identidade cultural. No dia 10 de julho de 2026, às 19h, o público de Belo Horizonte poderá conferir esta apresentação única na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes.
Neste concerto, Octávio retorna às próprias raízes de forma orgânica: no fraseado, na escolha dos timbres e no tratamento rítmico. O violão se transforma em um espaço vivo de tensão criativa, onde escrita e improviso implícito, erudito e popular, coexistem em equilíbrio constante.
Através de obras de Heitor Villa-Lobos, Marco Pereira, e Radamés Gnattali, o espetáculo apresenta peças consagradas do repertório gravado pelo músico. Na segunda metade, o concerto traz uma seleção especial de Chiquinha Gonzaga, arranjadas para violão solo. Ao passar por diferentes gêneros, períodos e composições da carreira da maestrina, Deluchi apresenta um panorama completo para entender os motivos que levaram Chiquinha a se tornar uma das maiores referências da música de nosso país.
Lançado originalmente pela gravadora e produtora Kuarup, o projeto Borogodó ganha agora novos horizontes através de uma parceria estratégica entre Octávio Deluchi e a Século 30 Records. Esta colaboração visa a expansão e circulação do projeto, com o objetivo de potencializar a música de concerto brasileira.
Repertório do Concerto:
Marco Pereira – Bate-Coxa
Vicente Paschoal – Dedicatorias nº 1, 3, 4
Heitor Villa-Lobos – Prelúdios nº 1, 2, 3
Radames Gnattali – Toccata em Ritmo de Samba nº 1
Francisca Gonzaga – Seleção de obras (Arr. Deluchi)
Oh Abre Alas
Lua Branca
A Guitarra
Atraente
Tamoio
Guayanases
Balada
Sata
Serenata
Corta-Jaca
Sobre a Século 30 A Século 30 é uma produtora cultural e selo fonográfico sediado no Rio de Janeiro que atua como um ecossistema integrado para a música de concerto. Fundada sobre o conceito de conectar a herança histórica às perspectivas do futuro, destaca-se por uma gestão que une a excelência artística à sustentabilidade empresarial. Essa trajetória é chancelada por importantes reconhecimentos, tendo recebido o Selo de Empreendimento Sustentável pelo programa Shell Iniciativa Jovem (2024-2025) e sido acelerada através da Incubadora Cultural da Orquestra Sinfônica Brasileira, em 2025. Como o primeiro selo fonográfico fluminense dedicado exclusivamente ao gênero clássico, a Século 30 Records desempenha um papel fundamental na documentação e difusão da música brasileira no país e no exterior.