No dia 17 de julho, sexta-feira, às 19h, o projeto Cinema & Psicanálise realiza uma sessão comentada de Rashomon (Akira Kurosawa, Japão, 1950), obra fundamental da história do cinema mundial. A exibição integra a mostra dedicada à filmografia de Akira Kurosawa, oferecendo ao público a oportunidade de revisitar um dos filmes mais influentes do diretor japonês em diálogo com questões centrais da experiência humana.
Ambientado no Japão do século XII, o filme acompanha diferentes versões de um mesmo crime, narradas por seus envolvidos e testemunhas. Ao colocar em cena relatos contraditórios e perspectivas inconciliáveis, Kurosawa constrói uma reflexão profunda sobre a verdade, a memória e os mecanismos pelos quais cada sujeito elabora sua própria narrativa. Mais do que um mistério, Rashomon investiga os limites do testemunho e a complexidade dos desejos, medos e fantasias que atravessam a condição humana.
Essas questões tornam o filme especialmente fértil para um encontro com a psicanálise. A multiplicidade de versões apresentadas pela narrativa evidencia como a verdade subjetiva nunca se reduz aos fatos objetivos, revelando os impasses entre realidade, linguagem e desejo. Setenta e cinco anos após seu lançamento, Rashomon permanece uma obra provocadora, capaz de suscitar debates sobre a forma como construímos nossas memórias e compreendemos a nós mesmos e aos outros.
Após a exibição, haverá conversa com Cristiana Barreto, psicanalista e membro da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP), em uma sessão comentada com tradução em Libras.
NA PROGRAMAÇÃO
17/07
19h CINEMA & PSICANÁLISE | Rashomon (Akira Kurosawa, Japão, 1950) | 16 anos | Sessão comentada por Cristiana Barreto, psicanalista membro da EBP, com tradução em Libras
Sinopse:
A morte de um samurai em uma floresta dá origem a uma investigação marcada por relatos contraditórios. O bandido Tajōmaru (Toshirō Mifune), a esposa do samurai (Machiko Kyō), o próprio samurai (Masayuki Mori) e um lenhador (Takashi Shimura) apresentam versões inconciliáveis dos fatos. Considerado um marco da história do cinema, o filme de Akira Kurosawa elevou a narrativa cinematográfica ao explorar diferentes pontos de vista sobre um mesmo acontecimento.