19h30 CINECLUBE-IBERO AMERICANO | Oriana (Fina Torres, Venezuela/França, 1985) | 14 anos | 1h26 | Sessão comentada por Juliana Gusman
No dia 12 de agosto, o Cineclube Ibero-americano Permanente realiza seu quarto encontro no Cine Humberto Mauro, com exibição gratuita de Oriana (1985), dirigido pela cineasta venezuelana Fina Torres. A sessão acontece às 19h30 e integra a primeira jornada do cineclube, As fictícias fronteiras do lar, dedicada a investigar como realizadoras ibero-americanas transformaram o espaço doméstico em território de disputa, memória e emancipação feminina. Após a exibição, haverá um comentário da pesquisadora Juliana Gusman.
Vencedor da Caméra d’Or no Festival de Cannes de 1985, prêmio concedido ao melhor primeiro longa-metragem do festival, Oriana marcou a estreia de Fina Torres na direção de longas e tornou-se uma das obras mais importantes do cinema venezuelano. Inspirado no conto Oriane, tia Oriane, da escritora colombiana Marvel Moreno, o filme acompanha María, que retorna à antiga fazenda herdada de sua tia após sua morte. À medida que percorre a casa e seus objetos, fragmentos do passado emergem em uma narrativa construída por lembranças, silêncios e diferentes camadas temporais, revelando segredos familiares e os limites impostos às mulheres por uma estrutura patriarcal. Entre o drama psicológico e a atmosfera gótica, Fina Torres faz da casa um espaço onde memória, desejo e opressão se entrelaçam, convertendo o universo doméstico em uma paisagem de fantasmas, afetos e resistência.
Oriana (Fina Torres, Venezuela, 1985) | 16 anos | 1h24
María, venezuelana casada e residente em Paris, herdou a fazenda em que sua tia Oriana vivia na costa da Venezuela. Como não pode cuidar da fazenda, decide voltar com a intenção de vendê-la. Mas quando atravessa a sala, suas lembranças da adolescência surgem. Ela passou suas férias por lá há trinta anos. De repente, ela se sente abalada pelos ventos inquietantes de um passado inescapável e percebe que não pode fugir da terra onde nasceu.
Fina Torres (1951-): Estudou desenho, jornalismo e fotografia na Venezuela. Depois viajou para Paris, onde deu continuou seus estudos de cinema no Institute dês Hautes Études Cinématographiques (IDHEC), e depois de graduar-se, exerceu como editora, operadora de câmera e script, enquanto desenvolvia seus próprios projetos de curta-metragem e documentário. Em 1985 ganhou o prêmio Cámera d’Or do Festival de Cannes, por sua obra prima, o filme Oriana.