INGRESSO

a partir de R$15

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

Como parte da programação comemorativa pelos seus 50 anos de história, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) apresenta, no dia 2 de setembro, às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, um concerto que celebra a tradição sinfônica e destaca importantes diálogos entre a música europeia e a produção brasileira. Sob a regência do maestro Roberto Duarte, reconhecido por sua atuação na valorização do repertório nacional, a apresentação reúne obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Heitor Villa-Lobos, José de Deus Castro Lobo e Ernani Aguiar.

Criada em 1976, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais consolidou-se como um dos principais corpos artísticos do Estado e uma das mais importantes orquestras do país. Ao longo de cinco décadas, a OSMG tem desempenhado papel fundamental na difusão da música de concerto, na valorização de compositores brasileiros e na formação de público, mantendo uma programação que transita entre o grande repertório sinfônico e obras pouco executadas, sempre em diálogo com diferentes gerações de artistas e espectadores.

A abertura da noite será com a Abertura da ópera La Clemenza di Tito, última ópera composta por Wolfgang Amadeus Mozart. Escrita em 1791 para a coroação do imperador Leopoldo II como rei da Boêmia, a obra evidencia a elegância, o equilíbrio e a expressividade que consagraram o compositor austríaco como um dos maiores nomes da história da música.

Em seguida, a orquestra interpreta a Sinfonietta nº 1 (à memória de Mozart), de Heitor Villa-Lobos. Composta em 1916, a obra presta homenagem ao mestre vienense e revela um Villa-Lobos ainda influenciado pela tradição clássica, mas já demonstrando a inventividade melódica e a riqueza de cores orquestrais que marcariam sua produção. Dividida em três movimentos — Allegro giusto, Andante non troppo e Andantino —, a peça evidencia o diálogo entre a herança europeia e a identidade musical brasileira em construção.

O concerto prossegue com a Abertura em Ré, de José de Deus Castro Lobo, um dos mais relevantes compositores do período colonial mineiro. Nascido em Diamantina, Castro Lobo foi sacerdote, maestro e compositor, deixando uma importante contribuição para a história da música em Minas Gerais. Sua obra representa o florescimento da atividade musical no estado e reafirma a riqueza do patrimônio cultural mineiro.

Encerrando a programação, será apresentada a Sinfonietta Seconda “Carnevale”, de Ernani Aguiar, dedicada à musicista Dalva Duarte. Em quatro movimentos — Samba, Frevo, Marcha Rancho e Escola de Samba —, a composição transforma ritmos característicos do carnaval brasileiro em uma vibrante escrita sinfônica. Com linguagem acessível, refinamento técnico e grande vitalidade rítmica, a obra sintetiza uma das marcas da produção de Aguiar: aproximar a música de concerto das manifestações populares brasileiras.

Ao reunir Mozart, Villa-Lobos, Castro Lobo e Ernani Aguiar em um mesmo programa, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais reafirma sua vocação para preservar a tradição sinfônica, promover o repertório brasileiro e celebrar a diversidade da criação musical. Um concerto que, ao comemorar cinco décadas de trajetória da OSMG, presta homenagem ao passado, celebra o presente e projeta o futuro de uma instituição que permanece como referência na vida cultural de Minas Gerais.

Programa:

W. A. Mozart

  • Abertura da ópera La Clemenza di Titus

H. Villa-Lobos

  • Sinfonietta nº 1 (à memória de Mozart)
  1. Allegro giusto
  2. Andante non troppo
  3. Andantino

J. de Deus Castro Lobo

  • Abertura em Ré

Ernani Aguiar – Sinfonietta Seconda “Carnevale” (à Dalva Duarte)

  1. Samba
  2. Frevo
  3. Marcha Rancho
  4. Escola de Samba
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