INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

O projeto Cinema e Psicanálise realiza, no dia 12 de junho, às 19h, uma sessão dedicada ao filme Amizade (dirigido por Cao Guimarães), obra que transforma a memória afetiva em tema e matéria de cinema. Ao longo de mais de trinta anos, Cao reuniu imagens, gravações, cartas sonoras, fragmentos domésticos e pequenos acontecimentos compartilhados com amigos artistas, construindo um filme que parece nascer menos da vontade de narrar uma história do que do desejo de preservar a experiência da amizade.

Cineasta e artista plástico nascido em Belo Horizonte, Cao Guimarães desenvolveu uma trajetória muito autêntica no cinema contemporâneo brasileiro, aproximando documentário, ensaio audiovisual e artes visuais. Em seus filmes, o olhar frequentemente se dirige ao que escapa à velocidade cotidiana: pequenos gestos, silêncios, estados de espera. Cao dá atenção ao mundo que normalmente atravessamos sem perceber.

Em Amizade, esse interesse ganha uma dimensão ainda mais íntima. Inserida no contexto do Cinema e Psicanálise, a sessão propõe pensar a amizade como elemento de uma construção artística e humana. As imagens reunidas por Cao, inscrevem afetos do passado no presente – tratando, de certa forma, a memória como invenção, montagem e linguagem.
Em tempos marcados pela aceleração e pelo isolamento, assistir a Amizade em comunidade talvez seja também uma forma de reinventar aquilo que o próprio filme celebra: o tempo vivido junto.

Após a sessão, haverá debate com Luciana Brandão.


Na programação

12/06 SEX
19h Amizade (Cao Guimarães, Brasil, 2023) | 14 anos | 1h25

Por 30 anos, Cao Guimarães documentou fragmentos de sua amizade com colegas artistas. Amizade é um mosaico de momentos domésticos gravados em diversos formatos, desde telas de computador a filmes Super8 e 35mm até fitas cassete e fitas antigas de secretárias eletrônicas. Esses rabiscos audiovisuais são ora poéticos, ora banais, ora profundos, tristes ou desinibidamente alegres. Acima de tudo, são uma celebração sobre passar tempo juntos e envelhecer.

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