INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

O Cine Humberto Mauro segue sua parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise e apresenta mais uma sessão do projeto Cinema e Psicanálise. No dia 11 de setembro, sexta-feira, às 19h, o projeto exibe O Homem Urso (Grizzly Man, Werner Herzog, EUA, 2005), documentário que acompanha a trajetória de Timothy Treadwell, homem que passou anos vivendo entre ursos no Alasca, em uma relação de proximidade e fascínio com esses animais. A sessão integra a mostra Monstros da Modernidade, que investiga o que a figura do “monstro” pode revelar sobre o mundo e sobre a própria ideia de humanidade.

Ao recuperar as imagens registradas pelo próprio Treadwell e reconstruir sua história a partir de entrevistas, paisagens e registros de suas experiências, Werner Herzog cria um filme que escapa às classificações mais imediatas. O Homem Urso não é apenas um documentário sobre animais selvagens, nem tampouco um retrato biográfico convencional. Entre a admiração pela natureza, o desejo de aproximação e a consciência dos riscos envolvidos, o filme constrói uma reflexão inquietante sobre os limites que estabelecemos entre nós e aquilo que consideramos exterior, desconhecido ou ameaçador.

É justamente nesse território que o filme encontra a proposta de Monstros da Modernidade. Ao longo da mostra, diferentes criaturas e figuras monstruosas aparecem como formas de imaginar os medos, os desejos e as contradições de cada época. O monstro pode ser uma ameaça, mas também pode funcionar como uma espécie de espelho: uma figura capaz de revelar aquilo que uma sociedade teme, deseja ou não consegue compreender completamente. Em O Homem Urso, essa questão ganha uma dimensão particular, quando a aproximação com a natureza parece colocar em crise as próprias fronteiras entre o humano e o selvagem.

A presença da psicanálise oferece, nesse sentido, uma maneira curiosa e instigante de retornar ao filme e aprofundar suas questões. Mais do que buscar respostas definitivas para a trajetória de Treadwell, a conversa pode abrir espaço para pensar os desejos, fantasias e imagens que atravessam sua relação com os ursos — e também aquilo que essa relação provoca em quem observa suas imagens. A sessão comentada será uma oportunidade de revisitar o filme a partir dessas inquietações, ampliando o olhar sobre uma obra tão singular quanto seu personagem central.

Após a exibição, haverá conversa com Yolanda Vilela, psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.

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