Em outubro, o Cine Humberto Mauro realiza duas sessões do projeto Cinema e Psicanálise, em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise. No dia 23, sexta-feira, às 19h, a programação apresenta uma sessão especial de Só Não Posso Dizer o Nome (Helvécio Ratton, Brasil, 2026), com a presença do diretor e uma conversa com mediação de Fernanda Otoni e Renata Lucindo, em mesa coordenada por Antônio Teixeira, membros da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.
Ainda pouco visto pelo público, o filme é uma obra recente de um dos nomes fundamentais do cinema mineiro. Ao longo de sua trajetória, Helvécio Ratton construiu uma filmografia marcada pelo interesse por personagens, acontecimentos e questões que atravessam a vida brasileira. Sua relação com o Cine Humberto Mauro também faz parte dessa história: antes de realizar alguns de seus filmes mais conhecidos, Ratton esteve entre os programadores que participaram da construção da sala em seus primeiros anos.
Em Só Não Posso Dizer o Nome, uma jovem marcada por abusos na infância encontra no desenho e nos quadrinhos uma forma de elaborar os traumas vividos e denunciar a violência sofrida. É a partir dessa experiência que o filme aproxima criação, memória e violência, abrindo possibilidades para pensar como uma experiência pode ser narrada, transformada e compartilhada.
A presença do diretor torna esta segunda sessão de outubro uma oportunidade especialmente significativa de encontro entre cinema e psicanálise. Depois da exibição, o público poderá acompanhar uma conversa sobre o filme com seus realizadores e interlocutores da psicanálise, tomando uma obra contemporânea como ponto de partida para refletir sobre trauma, criação, memória e os modos pelos quais uma experiência encontra formas de expressão.
NA PROGRAMAÇÃO
23/10
19h CINEMA E PSICANÁLISE | Só Não Posso Dizer o Nome (Helvécio Ratton, Brasil, 2026) | 16 anos | 1h34 | Sessão especial com a presença do diretor do filme, Helvécio Ratton. Comentários com mediação de Fernanda Otoni e Renata Lucindo, em mesa coordenada por Antônio Teixeira, membros da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.
SINOPSE
A história de uma jovem marcada por abusos na infância que usa o desenho e os quadrinhos para superar traumas e denunciar a violência sofrida.