INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

Composto por uma pluralidade de artistas e linguagens, o acervo de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado ganha nova exposição no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na unidade que fica localizada na Avenida Afonso Pena, nº 4001, bairro Serra. A mostra segue em cartaz até o dia 6 de julho. A exposição é gratuita, e o horário de funcionamento da galeria é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Reunindo obras de 21 artistas – entre eles Claudia Renault, Pedro David, Vilma Nöel, Mabe Bethônico e Paulo Pardini –, a mostra apresenta parte do acervo, incluindo fotografias, pinturas e esculturas. Realizada quase simultaneamente à mostra principal no Palácio das Artes, a iniciativa integra as comemorações dos 55 anos do complexo cultural e é resultado de uma parceria com o órgão do Poder Judiciário.

Inspirada no livro “Como se fosse a casa: uma correspondência” (2017), de Ana Martins Marques e Eduardo Jorge, a curadoria propõe um ambiente que convida o público à pausa, à contemplação e à sensibilidade. No cerne do conceito está a ideia de “casa”, o lugar que abriga pessoas, memórias e afetos.

Ben Grillo, curador da exposição e coordenador de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, destaca que esse deslocamento para o TJMG é fundamental para ampliar o alcance das obras. Segundo ele, os públicos raramente se cruzam, e essa movimentação aproxima as pessoas do acervo de um modo que os formatos tradicionais de exposição nem sempre alcançam.

A curadoria propõe uma reflexão poética sobre o habitar, elegendo a casa como metáfora central para construir um espaço de intimidade. Formado ao longo de décadas, o acervo reúne uma pluralidade de suportes, linguagens, épocas e olhares. A mostra é um convite para que o público perceba essas obras como manifestações capazes de gerar novas leituras ao longo do tempo. O curador  afirma que as conexões entre diferentes obras e períodos não seguem uma ordem cronológica fixa, o que permite que peças de épocas distintas dialoguem entre si. Essa relação cria um vínculo simbólico e afetivo com a própria ideia de casa, espaço em que passado e presente convivem e se influenciam continuamente.

O caráter diverso do acervo é refletido na variedade de técnicas e temas que compõem a mostra. Entre as peças selecionadas, os artistas exploram paisagens urbanas, elementos do cotidiano, componentes da natureza, figuras mitológicas e fantásticas, criando imagens que transitam entre o real e o poético. Assim como os diversos cantos de uma casa guardam histórias distintas, cada obra se oferece como um fragmento de um lar coletivo e plural, convidando o visitante a novas interpretações e à construção de suas próprias conexões com o acervo.

A exposição “Acervo Palácio das Artes: como se a casa fosse” é realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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