INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

Muito além da preservação, o acervo do Palácio das Artes constitui um manifesto ao compromisso com a excelência e a difusão cultural. Composto por uma pluralidade de artistas e linguagens, o acervo expande suas fronteiras para além do Palácio e ganha nova exposição no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na unidade que fica localizada na Avenida Afonso Pena, nº 4001, bairro Serra. A abertura ocorrerá no dia 2 de junho (terça-feira), às 18h, e a mostra segue em cartaz até o dia 6 de julho. A exposição é gratuita, e o horário de funcionamento da galeria é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Reunindo obras de 21 artistas – entre eles Claudia Renault, Pedro David, Vilma Nöel, Mabe Bethônico e Paulo Pardini –, a mostra apresenta parte do acervo, incluindo fotografias, pinturas e esculturas. A seleção propõe um olhar reflexivo sobre a instituição como espaço de formação, acolhimento e memória, conectando sua trajetória ao fazer artístico mineiro e brasileiro. Realizada quase simultaneamente à mostra principal no Palácio das Artes, a iniciativa integra as comemorações dos 55 anos do complexo cultural e é resultado de uma parceria institucional com o órgão do Poder Judiciário.

A exposição “Acervo Palácio das Artes: como se a casa fosse” é realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e correalizada pela Fundação Clóvis Salgado. A Fundação Clóvis Salgado (FCS) tem a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio.. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. As ações da FCS são viabilizadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Entre, e fique à vontade – Inspirada no livro “Como se fosse a casa: uma correspondência” (2017), de Ana Martins Marques e Eduardo Jorge, a curadoria propõe um ambiente que convida o público à pausa, à contemplação e à sensibilidade. No cerne do conceito está a ideia de “casa”, o lugar que abriga pessoas, memórias e afetos. Sob essa perspectiva, o Palácio das Artes se reafirma não apenas como o lar das mais diversas manifestações artísticas, mas como um espaço de acolhimento para todos que o visitam.

Ben Grillo, curador da exposição e coordenador de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, destaca que esse deslocamento para o TJMG é fundamental para ampliar o alcance simbólico e público das obras. “É uma maneira da instituição reafirmar seu compromisso com a democratização e o acesso à arte e à cultura. Muitas vezes, os públicos do TJMG e do Palácio não se cruzam, então essa movimentação possibilita o encontro entre as pessoas e o acervo da Fundação, alcançando uma aproximação que os recortes tradicionais nem sempre conseguem atingir. ”

A curadoria propõe uma reflexão poética sobre o habitar, elegendo a casa como metáfora central para construir um espaço de intimidade. Formado ao longo de décadas, o acervo da instituição reúne uma pluralidade de suportes, linguagens, épocas e olhares. Mais do que uma exibição estática, a mostra é um convite para que o público perceba essas obras como manifestações capazes de gerar novas leituras ao longo do tempo. Ben destaca que provocar esses novos olhares é um desafio estimulante, pois, segundo ele, “as aproximações artísticas atravessam o tempo de forma não linear”, permitindo que obras e épocas distintas se entrelacem e criem uma ligação simbólica e afetiva poderosa com a própria ideia de casa, onde o passado e o presente coabitam e dialogam constantemente.

O caráter diverso do acervo é refletido na variedade de técnicas e temas que compõem a mostra. Entre as peças selecionadas, os artistas exploram paisagens urbanas, elementos do cotidiano, componentes da natureza, figuras mitológicas e fantásticas, criando imagens que transitam entre o real e o poético. Assim como os diversos cantos de uma casa guardam histórias distintas, cada obra se oferece como um fragmento desse lar coletivo e plural, convidando o visitante a novas interpretações e à construção de suas próprias conexões com o acervo.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural. Palácio das Artes – 55 anos: ontem, hoje, sempre. A arte é o espaço do encontro.

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