Tradicionalmente associada a filmes que ganham intensidade quando vistos noite adentro, a Sessão da Meia-Noite se dedica a obras que exploram cantos marginalizados ou incomuns da história do cinema – seja por sua liberdade formal ou pelo modo como tensionam gêneros, temas e convenções narrativas. Afinal, há filmes que parecem desafiar qualquer tentativa de classificação.
É o caso de House (Hausu, 1977), exibido de sexta-feira (31/07) para sábado (01/08). Dirigido por Nobuhiko Ōbayashi, o longa tornou-se uma das obras mais singulares do cinema japonês e uma referência incontornável do cinema cult. Lançado em um momento de transformação da indústria cinematográfica japonesa, o filme responde às expectativas do cinema de horror de maneira inesperada, trocando os sustos convencionais por uma sucessão de invenções visuais, experimentações narrativas e situações tão absurdas quanto fascinantes.
Acompanhando um grupo de jovens que visita uma casa isolada durante as férias de verão, House transforma uma premissa familiar em uma experiência cinematográfica imprevisível. Fantasmas, objetos animados, cores vibrantes, efeitos artesanais e uma lógica próxima à dos sonhos se combinam em uma obra que transita livremente entre o horror, a comédia, a fantasia e o delírio. Quase cinquenta anos após seu lançamento, o filme permanece tão estranho e inventivo quanto na época de sua estreia – uma verdadeira sessão da meia-noite, concebida para ser descoberta, compartilhada e redescoberta diante de uma plateia disposta a embarcar em seus mistérios.
MAIS DETALHES
De Sexta-feira (31/07) para Sábado (01/08)
SESSÃO DA MEIA-NOITE* | House (Hausu, Nobuhiko Ōbayashi, Japão, 1977) | 16 anos | 1h28
Sinopse:
House (Hausu, Nobuhiko Ōbayashi, Japão, 1977) | 16 anos | 1h28
Após ser contrariada pelo pai, a jovem Gorgeous decide passar as férias de verão na casa de sua tia, acompanhada por seis amigas. Ao chegarem ao local, as garotas descobrem que a antiga residência esconde forças sobrenaturais que transformam a viagem em uma experiência cada vez mais estranha e perigosa. Misturando fantasia, humor, horror e experimentação visual, House tornou-se um dos filmes mais cultuados do cinema japonês.