INGRESSO

a partir de R$25

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

Montagem que homenageia uma das maiores artistas do país será apresentada no Palácio das Artes, de 20 a 23 de agosto.

Com texto e letras de Anna Toledo e José Possi Neto, que também assina a encenação e a direção de arte, a montagem tem Claudia Raia como protagonista e produtora, ao lado de Jarbas Homem de Mello, que interpreta Oswald de Andrade.

Existem artistas que retratam um país. E existem aqueles que ajudam a construí-lo no imaginário coletivo. Tarsila do Amaral pertence a esse grupo raro. Quase um século após a criação do Abaporu, obra que se tornou um dos maiores símbolos da cultura brasileira, sua visão estética continua moldando a forma como o Brasil é percebido dentro e fora de suas fronteiras. Foi Tarsila quem redefiniu cores, paisagens, personagens e referências populares brasileiras em uma INTERNO linguagem artística inédita, capaz de unir vanguarda internacional e identidade nacional. Mais do que uma das maiores pintoras da história do país, ela foi uma mulher à frente de seu tempo, protagonista de uma revolução cultural que redefiniu os rumos da arte brasileira.

Claudia Raia reencena essa narrativa e retorna aos palcos para uma turnê nacional da superprodução musical “Tarsila, A Brasileira”, que terá apresentações em sete cidades até janeiro de 2027. A turnê passa por Belo Horizonte, no Palácio das Artes, de 20 a 23 de agosto, consolidando sua circulação nacional. Além de protagonista, a atriz é produtora deste espetáculo 100% nacional. A montagem, com texto e letras de Anna Toledo e José Possi Neto, que também assina a encenação e direção de arte, e a direção musical de Guilherme Terra, traz ainda Jarbas Homem de Mello dando vida a Oswald de Andrade.

“Arte e cultura são fundamentais porque carregam a nossa história e revelam quem somos enquanto identidade coletiva.Tarsila do Amaral é uma força feminina gigantesca na história do Brasil, uma mulher que ousou criar uma linguagem própria em um mundo que não esperava protagonismo feminino na arte. Ela não apenas pintou o Brasil, ela o reinventou. Tarsila representa essa coragem de romper padrões, de olhar para dentro e transformar isso em potência criativa. É sobre identidade, mas também sobre liberdade, sobre mulheres que criam mundos onde antes não existiam espaços para elas. Tarsila é a cara do Brasil e nos ensina a olhar para o que veio antes, não para repetir, mas para transformar e fazer surgir algo novo.”

Os ingressos já estão à venda na internet sympla.com.br e pela bilheteria oficial do próprio teatro.“Tarsila, a Brasileira” é apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, patrocínio B3-Bolsa de Valores, apoio Besins, Rennova, transportadora oficial Gol e parceria Giovanna Baby. A realização é da Raia Produções.

“A trajetória de Tarsila do Amaral segue despertando admiração e inspirando novas gerações. Para a Brasilprev, apoiar este espetáculo é uma maneira de valorizar esse legado e aproximar sua obra e sua história de públicos de diferentes idades e regiões”, afirma Camilo Buzzi, diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev.

Num verdadeiro passeio pelo início dos anos 1900, o público terá contato com ícones, como Anita Malfatti (Keila Bueno), Mário de Andrade (Renato Caetano) e Menotti Del Picchia (Ivan Parente), que, com Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, formaram o quinteto de modernistas que mudaram a história da arte brasileira.

Além deles, completam o elenco de 21 atores-cantores: Liane Maya, Caru Truzzi, Matheus Paiva, Renato Bellini, Danilo Barbieri, Fernanda Salla, Dion Seabra, Marcos Lanza, Marilice Cosenza, Alvinho de Pádua, Karine Bonifácio, Larissa Grajauskas, Estêvão Souz, Maysa Mundim, Fernanda Godoy e Guilherme Pereira.

Na equipe criativa de Tarsila – a Brasileira também estão Tony Lucchesi e Guilherme Terra (Música), Alonso Barros (Coreografia e Direção de Movimento), Renato Theobaldo (Cenário), Wagner Freire (Desenho de Luz), Tocko Michelazzo (Desenho de som), Fábio Namatame (Figurino) e Dicko Lorenzo (Visagismo).

Sinopse

A história tem início em 1922, quando Tarsila retorna de Paris para São Paulo e se aproxima do grupo modernista que transformaria a cultura brasileira. Entre encontros artísticos, descobertas criativas e o intenso romance com Oswald de Andrade, nasce uma das fases mais revolucionárias da arte nacional.

A narrativa acompanha a vida entre São Paulo e Paris, os encontros com a vanguarda internacional, o surgimento do Movimento Antropofágico e a criação do Abaporu, obra máxima da colaboração artística entre Tarsila e Oswald.

Na segunda parte, o espetáculo retrata a crise de 1929, a perda de sua fortuna, a separação de Oswald, sua viagem à União Soviética, a fase social de sua pintura e os desafios enfrentados durante o governo Vargas. Entre perdas pessoais, reinvenções e novas paixões, Tarsila encontra na arte e na espiritualidade caminhos para ressignificar sua trajetória.

O resultado é um retrato emocionante de uma mulher que atravessou transformações profundas em sua vida e no Brasil, deixando uma obra que permanece viva, atual e fundamental para compreender a cultura brasileira.

Mais do que uma biografia musical, “Tarsila, a Brasileira” é uma celebração da criatividade nacional, da força transformadora da arte e do legado de uma mulher que ajudou a imaginar o Brasil moderno.

Uma mulher que transformou a arte brasileira

Nascida em uma sociedade que reservava às mulheres espaços limitados de atuação, Tarsila construiu uma trajetória singular. Estudou em Paris, frequentou os círculos mais influentes da arte moderna internacional e conviveu com nomes como Pablo Picasso, Fernand Léger, Jean Cocteau, Erik Satie e Igor Stravinsky.

Mas sua maior revolução foi fazer o caminho inverso ao esperado: em vez de importar referências europeias, transformou o Brasil em matéria-prima para uma nova estética.

Ao lado de Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade, integrou o grupo responsável por uma das mais importantes revoluções culturais do século XX. Sua produção artística ajudou a consolidar o Modernismo brasileiro e deu origem a imagens que atravessaram gerações e se tornaram símbolos da identidade nacional.

Tarsila foi também uma pioneira. Em uma época em que poucas mulheres ocupavam posições de protagonismo intelectual e artístico, construiu uma carreira internacional, tornou-se uma das figuras centrais da cultura brasileira e deixou um legado que continua inspirando artistas, pesquisadores e novas gerações de mulheres.

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