
Artista: Sildelane V. Marques – https://www.instagram.com/svm.studio.criativo
Título: Estações
Técnica: Arte Digital
Ano: 2026
Dimensão real: 29,7 x 42 cm (A3)
Imagem digital: 4960 x 3508 pixels
“Esta obra representa a memória como uma colcha de retalhos, onde cada fragmento é costurado pela linha do coração. As quatro personagens representam uma mesma vida atravessando as estações do tempo, da infância verão ao inverno da maturidade, revelando diferentes formas de sentir, lembrar e existir. O processo criativo partiu da ideia de que lembrar é também brincar, navegar, observar e reconstruir, em um fluxo contínuo entre passado e presente. As andorinhas reforçam esse movimento, simbolizando a liberdade e o retorno às origens, como a própria memória que sempre encontra o caminho de volta.”

Artista: Bea Pastorini Nogueira – https://linktr.ee/beatrizpastorininogueira
Título: Saber escutar o invisível
Ano: 2026
Técnica: Técnica mista sobre suporte de disco de vinil
Dimensão real: 30,5 cm de diâmetro (vinil de 12 polegadas)
Imagem digital: 3574 x 3575 pixels
“Quando inicio uma colagem, meu pensamento caminha entre passado, futuro e a intuição que permeia a criação no presente. Utilizei recortes arredondados, até por conta de ter escolhido a superfície do disco de vinil, esse formato que me remete ao relógio, ao tempo. O olho, objeto central, aquele que vê e de certa forma consegue escutar o invisível. O passado e a nostalgia, pequenos pedaços de azulejo como memória antiga, lembram por onde um dia andei.”

Artista: Dea Nunes – @deanunesart
Título: A Esperança do Porvir
Ano: 2022
Técnica: Gravura em Metal – Água Forte e Monotipia
Dimensões: 21 x 29,7 cm
“Entre um tempo de seca e escassez e o período da chuva e da fartura, encontra-se a árvore em “A Esperança do Porvir”. Ancorada nas memórias das férias de infância no sítio dos meus avós no interior do Piauí, a gravura foi impressa em 2022, enquanto eu participava do Curso de Extensão da Oficina de Gravura da EBA UFBA. O homem do campo aprende com as gerações que o antecedem a observar o tempo, no cheiro do ar, no ângulo de sol, na forma e movimento das nuvens, no comportamento das formigas, nas flores que surgem do nada em meio à seca, quando ele prevê a chuva e a seca, o tempo bom de plantar e de colher parece encantaria, mas é apenas um aprendizado natural, tão natural que palavras não sabem expressá-lo em sua plenitude. Busquei capturar o sentimento de esperança de quando a natureza se alegra e se veste em tons de verde porque “Está bonito pra chover”. Mau tempo é questão de ponto de vista.”

Artista: Arlley de Brito – https://www.instagram.com/intro.view
Título: Relicário
Ano: 2025
Técnica: Fotografia digital
Dimensão real: 20 x 15 cm
Imagem digital: 4032 x 3024 pixels
“A sala de ex-votos do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas/MG) transcende o significado do sagrado trazido pelos doze profetas e demais obras de Aleijadinho. As lembranças que permanecem guardadas em fotografias e objetos nessa sala guardam histórias de inúmeras famílias que por ali passaram ou recorreram ao santo em suas preces e tribulações. A iluminação natural do local causa a ambígua semiótica de um acervo de preservação da memória social e de uma instalação com visitação aberta.”

Artista: Silvério Coelho – silveriocoelho774@instagram
Título: Resiliência: a chama da arte
Ano: 2026
Técnica: Aquarela em papel Hahnemuhle
Dimensão: 40 x 50 cm
“A ideia é resgatar a história da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes. Nos anos 40 do século XX, JK idealizou e Niemeyer projetou. Na década de 60, Ferreira Pinto reformulou o projeto e o Governador Israel Pinheiro assumiu o compromisso de concluir a obra; Clóvis Salgado levantou recursos. Em 1971 o complexo Palácio das Artes foi inaugurado com a abertura do Grande Teatro, que um incêndio destruiu em 1997.”

Artista: Yuri V San – Instagram.com/yurivsan
Título: Mercúrio
Ano: 2026
Técnica: Pintura Digital
Dimensão real: 42 x 29,7 cm
Imagem digital: 3508 x 4961 pixels
“Em Mercúrio, retrato o encontro como um campo de apoio mútuo, onde dois corpos se sustentam e encontram no outro um lugar de crescimento, equilibrando sentir e pensar nos pontos de contato. A luz que emerge desses toques não apenas ilumina, mas irrompe e reluz como algo que nasce e transborda no vínculo. O instante íntimo representado não se dissipa; ele se condensa, torna-se vestígio, memória que reverbera — um gesto que já foi, que ainda é e que seguirá sendo. Assim, a obra afirma o afeto como permanência: um elo que sustenta, transforma e eterniza.”

Artista: Lana Stëfany – @svetlana_la_star
Título: O Obelisco das lembranças (e esquecimentos)
Ano: 2026
Técnica: Acrílica sobre tela
Dimensão real: 40 x 50 cm
Imagem digital: 1280 x 995 pixels
“Da terra eu venho, e de raízes eu cresço conforme neste mundo crio lembranças. O Obelisco dessas Memórias é meu Obelisco pessoal, as maçãs são cada memória que tenho ou tive, desde dançar descalça na infância até a experiência de ganhar minha primeira tela ou meu primeiro beijo. A cerca representa os limites que ainda não fui, do vasto campo que ainda não cruzei, pois das Memórias caídas no chão, vão nascer outras árvores em meu futuro, moldadas pelos meus gostos, personalidade, aprendizados, e pelas pessoas e coisas que já passaram por mim…e de lembranças eu vou nascer, crescer, florescer, morrer e retornar”.

Artista: Jan Freitas – @mal_secreto_art
Título: Exú tem que comer
Ano: 2025
Técnica: Nanquim e lápis aquarelável
Dimensão real: 18 cm x 15 cm
Resolução: 3072×4080
“A jornada afrodisporica só tem início, depois que Exú come…Exú dá, Exú é o caminho!
Minha produção artística parte da representação dos orixás como entidades vivas da memória afro-brasileira”.

Artista: Virgínia Moreira – https://www.instagram.com/virginiamoreirafotografia
Título: Transmissões
Ano: 2026
Técnica: Fotografia digital em preto e branco
Dimensão real: 40 x 60 cm
Imagem digital: 2825 x 4256 pixels
“A imagem revisita o ofício paterno a partir de vestígios e presenças, deslocando o olhar para aquilo que se constrói no convívio. Entre gestos, olhares e silêncios, o aprendizado atravessa o tempo e se inscreve nas relações. As materialidades do trabalho surgem como marcas de uma prática cotidiana, transmitida na experiência e na partilha. A fotografia investiga a memória como continuidade, atualizada na vivência entre gerações.”

Artista: Alice Araújo – https://www.instagram.com/vidaemparede
Título: Sonhos não envelhecem
Ano: 2026
Técnica: Pintura acrílica com colagem
Dimensão real: 30 x 40 cm
Imagem digital: 3449 x 2521 pixels
“Criei a pintura pensando nos conceitos de memória, inspirada na obra da artista Arlinda Corrêa Lima; vi o biombo como uma separação da Alice criança, que gostava de desenhar e sonhava em ser artista. Hoje aos 26, trabalho com arte experimentando novas técnicas constantemente, foi a primeira vez que me dei a liberdade de criar algo tão livre, experimentando da colagem de uma foto minha aos 4 anos desenhando.”

Artista: Giovanna Bielovic – https://www.instagram.com/g.bielovic.artwork
Título: 6 mãos, 3 gerações, 1 bordado.
Ano: 2026.
Técnica: Bordado sobre algodão cru, tríptico.
Dimensão: 97 x 37 cm
Imagem digital: 3024 x 4032 pixels
“Gerações unidas pelo cordão criando juntas linhas, nós e pontos ao tecer caminhos. A obra resulta de uma experiência íntima da artista com a sua linhagem feminina materna. Acima encontramos o bordado realizado pela avó da artista, Joana, que bordou com linha branca um feto. A do meio é a obra da mãe da artista, Regina, que trabalhou a imagem de um seio feminino destacando a glândula mamária em linha rosa. A de baixo é a obra da artista, uma placenta bordada em vermelho. Anexo a abaixo o momento exato em que as três mulheres sentaram de forma conjunta para trabalhar, foi um momento muito especial de introspecção.”

Artista: Mari Martins – @marizelia.martins.psi
Título: Corpo Raiz
Técnica: Colagem digital
Dimensão real: 29,7 x 21 cm
Imagem digital: 2480 x 3508 pixels
Ano: 2026
“Guiada por Sankofa, retorno para recolher o que em mim permanece vivo. Entre camadas de imagens e vestígios, meu corpo se torna travessia, onde passado e presente se entrelaçam. À direita, a igreja católica; à esquerda, a umbanda, que representam caminhos que sustentam minha fé. Das mãos brotam raízes que guardam as memórias de meus pais e avós. Com os olhos fechados, o passado pulsa na memória e projeta futuros que podem ser floridos.”

Artista: Dailane Ercília de Paula – instagram.com/florescence_oficina
Título: Relíquia do tempo
Ano: 2026
Técnica: Fotografia digital de objeto/assemblagem
Dimensão real: aproximadamente 30 x 40 cm
Imagem digital: 3674 x 2449 pixels
““Relíquia do tempo” nasce do encontro entre duas versões de mim: a criança que fui e a mulher que me tornei. Ao reunir mechas de cabelo separadas pelo tempo, guardadas em um porta-jóias, transformo memória em matéria e afeto em linguagem. O que um dia foi rejeitado retorna como relíquia, revelando o tempo como gesto de transformação. A fotografia captura esse instante íntimo, tornando visível o invisível da memória.”

Artista: Gabriella L. Winter – https://www.instagram.com/simb4w
Título: Dois corpos em Um rio
Ano: 2026
Técnica: Lápis grafite e nanquim sobre papel
Dimensão: 50 x 31 cm
Imagem digital: 1757 x 2982 pixels
“O desenho mostra dois corpos que se conectam pelos cabelos, que se desenham feito um corpo d’água, como um rio que flui em ambas as direções. Se trata de um sentimento, a lembrança de uma conexão que se mantém com um outro alguém, independente do caminho em que os corpos estejam direcionados, ou da distância entre eles, um mesmo elemento os conecta. Aqui o cabelo representa algo que nasce do corpo, vem de dentro para fora e cresce em direção ao outro.”

Artista: AUGUSTODOSANTOS – Gugusan45/Instagram
Título: Engrenagens do tempo
Ano: 2026
Técnica: Fotografia digital
Dimensão: 52 x 41 cm
Imagem digital: 3060 x 4080 pixels
“A Fotografia digital performática, evoca a materialidade de um engenho e suas engrenagens antigas em ferro oxidado, em contraste com a fibra orgânica da cana de açúcar e o frio do metal. As engrenagens enferrujadas, símbolos da permanência das memórias significantes, resistem ao tempo, tecendo processos sustentáveis rumo ao amanhã.”

Artista: Kamylla Fetal
Título: Contattoo
Ano: 2017
Técnica: tatuagem sobre pele sintética em látex
Dimensão real: 19 x 19 cm
Imagem digital: 2050 x 2142 pixels
“Essa obra é parte de uma instalação que apresentei na exposição de conclusão da graduação em Artes da UFBA em 2017. É um trabalho que uso da técnica da tatuagem, que vem da minha profissão como tatuadora e que foi através dela que resolvi estudar artes. A tatuagem, por si só, já representa um marco temporal, uma história e uma memória. Nesse novo contexto, ela simboliza também parte importante da minha trajetória que se conecta com tantas outras a cada tatuagem realizada.”

Artista: Paulo Candido
Título: Primeira vez que vi o céu
Ano: 2026
Técnica: Pintura digital
Dimensão real: 53 x 40 cm
Imagem digital: 6296 x 4724 pixels
“Busquei dentro de mim memórias que me marcaram, coisas que sinto que nunca vou esquecer, entre elas escolhi uma. Quando era criança viajei para a casa de minha vó no interior do sertão nordestino, era noite e meu pai errou o caminho, acabamos indo para uma direção que parecia longe de tudo, único sinal de luz era os faróis do carro. Como morava na capital de São Paulo estava acostumado com noites nubladas e poucas estrelas. Mas naquele momento, quando olhei para cima e vi o céu, senti como se fosse a primeira vez que eu vi o céu na minha vida, eram incontáveis estrelas, fiquei maravilhado. E essa é a cena que tentei resgatar da minha memória para a obra.”

Artista: Sarah Elen – https://www.instagram.com/_sarahelyn
Título: Florescer
Ano: 2026
Técnica: Acrílica sobre impressão fotográfica
Dimensão real: 29 x 49 cm
Imagem digital: 15868 x 26451 pixels
“Para que uma flor florescesse, foi preciso que ela brotasse de um caule, de uma raiz que foi plantada, assim como nós. Somos moldados por nossas raízes, que permanecem conosco através de memórias. Fotos são pequenos fragmentos de memórias congeladas no tempo, muitas vezes de momentos que nós nem nos lembramos, mas que ainda assim estão presentes dentro de nós pelo que representam. Ao olhar para o meu presente, me vejo nas raízes, caules e pétalas que constituem o meu ser. Apesar de não me lembrar do que é ser raiz, guardo comigo o amor e carinho que fizeram minha base. No soprar do vento, minhas folhas se movem para o futuro e, em direção a ele, carrego comigo esse afeto que jamais será esquecido.”

Artista: Leonardo Pøpy
Título: Arlinda
Ano: 2026
Técnica: Manipulação digital (desenhos com caneta de edição)
Dimensão real:
Imagem digital:
“A proposta é trazer a poética do biombo de flores, as sensações que a peça trás, sua perspectiva a ser decifrada por quem o vê, e o registro memorial de um tempo, quando a artista ainda era uma jovem cheia de sonhos.”
Observação: Sobre esta última obra, a curadoria definiu que ela não estaria junto às demais nos núcleos da exposição, por estar mais alinhada a uma obra literária do que às artes visuais. Mas em razão de ser uma referência direta à artista homenageada, e a pertinência ao tema da Mostra, ela foi inserida de forma textual na exposição.