Vídeos FIC: Poéticas Tecno Visuais

Desenvolvido pelos estudantes do primeiro semestre de 2026 do curso FIC, na disciplina Novas Mídias e Arte Contemporânea, o projeto videográfico “Histórias para se olhar… imagens para imaginar” reúne diversas propostas sob diferentes perspectivas; camadas de cotidianos; lembranças que se encontram em arquivos, sons e cores; projeções futuras em diálogo com a poética de Arlinda Corrêa Lima. Dos mais simples registros, apenas um convite a invenções poéticas, sobrevivências de passados e criações de futuros.

Orientação: Prof. Mara Rodrigues-Tavares Lavareda

Videografias

A Terra Prometida?, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Alessandra Cristina Rabello de Freitas 

Na terra que foi promessa e suor, a memória germina. Inspirado na poética de Arlinda Corrêa, este vídeo tece o barro e o afeto como um só útero: onde os primeiros habitantes da Ex-Colônia Agrícola Bias Fortes não ocuparam um espaço, misturaram-se a ele. Entre cicatrizes e colheitas, a vida pulsa teimosa. E a terra, afinal, não se pisa: ela se planta, se sente, se permanecer.

Temos Tempo, Brasil ● 2026 ● 58 s.

Alice Araujo Gonçalves

O vídeo intitulado “Temos Tempo” foi criado a partir da memória e do tempo. Memórias da infância, de quando existia tempo e liberdade para criar, ver a vida com cores, sem a pressão da perfeição. Com um contraste do quanto perdemos ao decorrer dos anos, um tempo livre, e no lugar resta apenas trabalho e horas incansáveis de telas. No final, a proposta de que esse tempo ainda existe e pode ser “reconquistado”, construindo um novo futuro que não envolva horas e horas de internet.

Entre Quintais e Permanência, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Ana Flávia da Silva 

“Entre Quintais e Permanência” é um vídeo experimental que aborda memória, afeto e pertencimento, construído a partir das flores plantadas nos quintais na casa da minha avó, das minhas tias, nos lugares onde cresci. Entre imagens granuladas, chuviscos e fragmentos visuais, o vídeo foi inspirado na obra da artista Arlinda Corrêa Lima, como uma forma de guardar as lembranças e contar a história que continua florescendo no presente. 

Memória I, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Eric Soares Goulart

 Vídeo criado a partir de filmagem em VHS do autor com sua irmã na infância.

Busca explorar esteticamente noções de memória e apagamento, pensando na aplicação de novas tecnologias como ferramentas de apoio para descrever memórias efêmeras.

Caminhos ao Horizonte Belo, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Frantisca

Uma compilação de memórias afetivas, através de vídeos rápidos da cidade e de fotos; ruas, lugares e caminhos: uma poesia criada para trazer o telespectador para mais perto.

Orí Curí, Brasil ● 2026 ● 1 min.
Giulia Roque Soares 

O vídeo entrelaça, pelo cordão umbilical, as infâncias de mãe e filha numa narrativa não linear, onde simbiose e autonomia coexistem. Em camadas coloridas de memórias e futuros, evoca a Pequena África, enquanto “Oricuri” surge como segredo que cura e acolhe, ligado ao “Orí”.

Trem Demais, Brasil ● 2026 ● 1 min.

JeanC 

Uma experiência de algo nunca antes vivido junto com momentos vividos em um grande espaço de tempo mas em curtos momentos.

Quando Era Tudo Mato, Brasil ● 2026 ● 1 min.

John Tiago

Um passeio pela região do Barreiro de Cima, ao som de memórias da família do autor sobre sua chegada ao bairro, desenvolvimento urbano e melhoria de vida ao longo das décadas. 

Brilho de Uma Memória Eterna, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Lana Stéfany

O vídeo propõe uma viagem para dentro de memórias através da visão de um papel celofane que simboliza um “guarda-lembranças”. Com sons do cotidiano unidos a uma composição sentimental, “Brilho de uma Memória Eterna” são fragmentos de uma lembrança de toda uma vida.

Memória se faz pelo Caminho, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Leon França

O vídeo percorre a linhagem feminina (da avó ao bebê) no jardim do tempo, onde cada passo tece ontem e amanhã, mostrando que o futuro se faz no rastro do passado e que a história é movimento.

Um Instantâneo Perdido, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Leønardø Pøpy

O vídeo retrata elementos fotográficos comuns até a disseminação da fotografia digital. Com a obsolescência programada imposta pelo capitalismo, o que resta é “de memória”. O vídeo trás invenções poéticas em contraponto ao apelo tecnológico da modernidade, criando uma atmosfera onírica para reflexão sobre o que são as permanências em nossa vida.

Memória em Baixa Resolução, Brasil ● 2026 ● 58 s.

Dudy


Vídeo experimental que utiliza a estética de erros de sistema e arquivos digitais corrompidos para explorar as relações entre memória, esquecimento e permanência. A obra transforma lembranças em vestígios digitais fragmentados, criando uma narrativa visual sobre aquilo que permanece mesmo após o apagamento.

até quando você vai se continuar fugindo ?, Brasil ● 2026 ● 1 min.

Matina Moreira

Na vídeo-performance, a artista explora com o próprio corpo a dualidade da corrida: fugir e alcançar. Entre sonho, medo e transição, a obra reflete a contradição do Eu, que se constitui no meio do caminho, entre traumas e desejos.

O Que o Biombo Oculta , Brasil ● 2026 ● 1 min.

Merian Marangon

Será que a eterna Cidade Jardim ainda floresce? Folhas secas, terra, concreto e fragmentos vegetais representam tanto a permanência da memória quanto o apagamento progressivo da natureza urbana. A atmosfera intimista e melancólica, marcada por texturas orgânicas e movimentos lentos e rápidos reforça a ideia de desaparecimento e resistência.

A Escuridão do Esquecimento x Feixes de Memória, Brasil ● 2026 ● 1 min. 1s.

Paulo Henrique Valadares Neves

O vídeo explora a tensão entre o vácuo do esquecimento e a persistência do registro. Numa estética minimalista, feixes de luz azul, sinapses ou fragmentos de memórias emergem e se dissolvem no tempo. O som atmosférico proporciona um mergulho no espaço subjetivo entre o visível e o oculto, entre a obscuridade do esquecimento e a luz com que a memória rompe em clareza. 

Florescer um Jardim de Memórias, Brasil ● 2026 ● 1 min. 1s.

Sarah Elen

Criamos um jardim de memórias, onde cada flor é uma lembrança que enraíza, cresce e desabrocha. Flores e memórias crescem em firmes raízes para o florescer. Entre laços de afeto e ramos, mãe, filha e avô desabrocham juntos. E é em uma só memória que vivem as lembranças dos risos, raízes e flores sob os olhos da filha.


Vídeos poéticos exibidos na programação da 17ª Mostra da Escola de Artes Visuais do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart/FCS), no Palácio das Artes, Belo Horizonte, Minas Gerais.

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