INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

Distribuição de ingressos 1h antes na bilheteria da Funarte

Sinopse

Um grupo de emigrantes, de quem as terras nativas foram vendidas, está há mais de um ano buscando um território para viver, até chegar ao deserto mais antigo e seco do mundo. O lugar na Terra que mais se parece com Marte.

Texto dos alunos

Nos últimos anos, o CEFART foi o palco de descobertas únicas. Nesse espaço encontramos a nós mesmos e uns aos outros. Encontramos mentores que mudaram nossas vidas com muito carinho, sabedoria e compreensão. Construímos relações que perpassam o épico, vivências dignas do dramático e, por fim, algumas tragédias para completar a dramaturgia de nossas vidas. Tudo nos trouxe para este grande ato: uma pesquisa, um sonho, uma formatura. É com muito orgulho que apresentamos ao mundo, pela primeira vez, o nosso trabalho enquanto coletivo ao lado de nosso querido diretor e amigo, Paulo Maffei, que nos acompanhou durante toda a nossa formação. Agradecemos imensamente ao Maffei e à nossa equipe técnica, composta por profissionais que estiveram conosco desde o início do curso e outros que tivemos a alegria de conhecer ao longo dessa jornada. Agradecemos à Ana Haddad, pelo zelo com a nossa voz em todas as vezes que estivemos em sala de aula/ensaio, à Polyana Lott, pelo trabalho cauteloso com o nosso corpo em cena e à confiança do nosso dramaturgo, Vinícius de Souza, por nos dar suas palavras na construção de ATACAMA. Agradecemos a cada pessoa que nos apoiou, assistiu e doou seu tempo ao longo de nossa jornada no CEFART. Por fim, o nosso muito obrigada a todos que nos doaram roupas para que nossa formatura pudesse ganhar vida. Aproveite, sem parcimônia, nosso Delírio Coletivo.

Texto diretor

SALA DE AULA COMO SALA DE CRIAÇÃO COMO SALA DE REVOLUÇÃO_____ a sala de aula/criação cada vez mais se torna o meu lugar favorito no mundo. Ela se torna qualquer lugar possível = espaço de inventar lugar. Como nos ensina o geógrafo Milton Santos, lugar é o espaço praticado, ou seja, os modos que os corpos/sujeitos praticam um determinado espaço o investem com característica de lugar. Colocar meu corpo para jogo com outros corpos jogadores, companheires de sala de aula/criação tem significado inventar mundos, pensar o mundo através da ação e do corpo no tempo/espaço. Milton Santos também nos lembra que todo lugar se configura como lugar afetivo e lugar político… A sala de aula/criação como lugar de afetos de políticas no/do/pelo corpo. Colocar o corpo em AÇÃO, investigar as possibilidades de inscrição no tempo/espaço através do corpo/voz tem se tornado micropolíticas que ampliam a minha experiência no mundo. Toda a cena é política… toda a cena pode vir a ser um ato de revolução.

ATACAMA_____ se torna um espetáculo/metáfora/lugar simbólico/ponto de convergência. É um acontecimento que vetoriza encontros de pessoas, potências criadoras, artistas gigantes. É um modo de pensar o mundo, a vida e a dura contemporaneidade climática. Pensamento que se faz tecer na/pela cena. O teatro como lugar de produção de pensamento. É escola, na sua acepção mais desejosa: lugar de produção de conhecimento. É a possibilidade da consolidação do ofício do ator. É, para mim, a honra de poder conduzir – e ser conduzido – um processo de criação com parcerias/estudantes/artistas que me inspiram, me afetam e me transformam. Agradeço a sorte na vida de tê-los encontrado em minha trajetória e juntes termos inventado um tanto de cena/teatro/pensamento e agora o nosso ATACAMA.

Toda a minha admiração e amor aos integrantes desse Delírio coletivo!!!

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