INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

O Cinema Brasileiro é muitas coisas ao mesmo tempo. É memória e invenção. É reflexão política e experiência sensível. É o retrato de um país em permanente transformação, mas também a criação de mundos que existem apenas na imaginação de seus realizadores. Trata-se de um conjunto criativo de contornos imprecisos, cuja diversidade estética, temática e regional desafia classificações simplificadoras e faz escapar qualquer definição unívoca. A cada ano, dezenas de filmes percorrem festivais, salas de cinema e plataformas, atravessando o país com histórias, personagens e formas de olhar que ajudam a compreender quem somos, como vivemos no passado, como habitamos o presente e como imaginamos o futuro.

Confira aqui as sinopses e a programação completa da mostra

A Mostra “Prêmio Grande Otelo” traz esse horizonte rico e diverso para o Cine Humberto Mauro. Entre os dias 7 e 15 de julho, a sala de cinema do Palácio das Artes recebe os filmes que concorrem à principal premiação do cinema brasileiro, oferecendo ao público de Belo Horizonte a oportunidade de acompanhar um amplo panorama da produção nacional recente. Mais do que uma seleção de obras reconhecidas por sua excelência artística e técnica, a mostra reúne filmes que, cada um à sua maneira, dialogam com questões centrais da vida brasileira contemporânea.

Ao percorrer a programação, o espectador encontrará diferentes modos de narrar o país. Em Homem com H, a trajetória de Ney Matogrosso torna-se também um percurso pela liberdade de criação e pela reinvenção das identidades. Em Manas, Marianna Brennand lança um olhar atento para as estruturas de violência que atravessam a vida de mulheres na Ilha do Marajó. Já O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, retorna aos anos de chumbo para construir um thriller que investiga as tensões entre memória, vigilância e poder. Em O Último Azul, Gabriel Mascaro imagina um futuro próximo para refletir sobre envelhecimento, autonomia e pertencimento.
Os documentários ampliam ainda mais esse mosaico. A Queda do Céu aproxima o público do pensamento e da cosmologia Yanomami a partir da voz de Davi Kopenawa; Apocalipse nos Trópicos investiga os cruzamentos entre religião e política na história recente do país; Hora do Recreio volta-se para a escola pública e para as experiências de jovens brasileiros; enquanto Ritas revisita a trajetória singular de Rita Lee, artista cuja obra continua a atravessar gerações.


Criado em 2000 e organizado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais desde 2002, o Prêmio Grande Otelo consolidou-se como um dos principais espaços de reconhecimento da produção cinematográfica nacional. Mas sua importância não se restringe à celebração dos filmes e profissionais indicados. A premiação também se constrói a partir do encontro com o público, que encontra nessas obras uma oportunidade de refletir sobre o país, suas transformações e seus imaginários.
É nesse espírito que a mostra retorna ao Cine Humberto Mauro. Mais do que antecipar uma cerimônia de premiação, ela convida o espectador a participar ativamente desse processo. Ao assistir aos filmes e contribuir com a votação popular, o público torna-se parte de uma conversa mais ampla sobre o cinema brasileiro e seus caminhos. Uma conversa que não se encerra na tela, mas continua nos debates, nos afetos, nas divergências e nas descobertas que cada sessão pode provocar.

Reunidos em uma mesma programação, esses filmes oferecem um retrato revelador da riqueza e da diversidade do audiovisual brasileiro, que testemunha a vitalidade de nosso cinema e reafirma sua capacidade de pensar o país, imaginar futuros e criar experiências coletivas.

plugins premium WordPress