“Defesa” é um espetáculo teatral dirigido por Igui Leal que articula teatro, audiovisual, dança, poesia e performance para abordar o cotidiano não óbvio de uma relação sapatão. Em cena, Júlia Campos e Kami Soares conduzem uma dramaturgia fragmentada que transita entre ficção e memória, convidando o público a participar de uma festa de casamento que lentamente se transforma em um percurso pelas lembranças do casal. Criado por mais de quinze artistas LGBTQIAPN+, o espetáculo tensiona a invisibilização histórica das existências sapatão e aposta no amor como gesto político de presença e imaginação de futuro.
Ficha técnica Realização: Mercuria Conecta, Ministério da Cultura e Governo Federal
Elenco: Júlia Campos e Kami Soares
Direção: Igui Leal
Dramaturgia: Júlia Campos e Kami Soares
Preparação corporal: Eli Nunes
Direção coreográfica: Heleno Carneiro
Preparação vocal: Karim Ângelo
Sonoplastia: Delaney Júnior
Iluminação: Maria Mariano e Júlia Jota
Operação técnica: Júlia Jota e Delaney Júnior
Cenografia: Maria Clara (Cacaia)
Figurino: Pedro Birra
Visagismo e maquiagem: Giovanna Miranda
Edição e montagem de vídeo: Matheus Gepeto
Direção audiovisual: Matheus Gepeto
Roteiros: Júlia Campos, Kami Soares, Igui Leal e Matheus Gepeto
Produção de set: Júlia Jota (Mercuria Conecta)
Maquiagem e assistência de produção de set: Giovanna Miranda
Captação de vídeo: Matheus Gepeto, Júlia Campos e Kami Soares
Produção executiva: Júlia Jota (Mercuria Conecta) e Ana Clara Marques
Fotografia: May Salek
Direção de comunicação: Kami Soares (Mercuria Conecta)
Assistente de comunicação: Júlia Jota (Mercuria Conecta)
Assessoria de Imprensa: Fortalecência
Mídias sociais: Kami Soares e Júlia Jota (Mercuria Conecta)
Identidade visual: Lara de Paula e Luci Cecília Augusta
Coordenação de projeto: Júlia Campos (Mercuria Conecta)
Coordenação financeira: Kami Soares (Mercuria Conecta)
Apoio: Prefeitura de Belo Horizonte, Palácio das Artes | Circuito Liberdade | FCS (Fundação Clóvis Salgado) | Governo de Minas.
SINOPSE
Começa no casamento. Mas, nada começa em um casamento. Então, talvez termine: talvez comece antes. Ou depois. Eu não sei. É que o tempo não importa aqui. Pela varanda do quinto andar, ousamos mais: a realidade também não importa. Importa o que fica, a memória. Importa o pequenininho: a rachadura, a lagartixa, o silêncio, a tartaruga, a casa, o carnaval, o grito, a palavra.
Eu ainda te amo.
Eu também.