
Artista: Sildelane V. Marques – https://www.instagram.com/svm.studio.criativo/
Título: Raízes
Técnica: Arte Digital
Dimensão real: 42 x 29,7 cm (A3)
Imagem digital: 3508 x 4960 pixels
Ano: 2025
“A obra explora a ancestralidade através de símbolos poderosos. O baobá, árvore africana que representa sabedoria e resistência, cujas sementes foram plantadas no Brasil e conecta gerações, assim como as tranças, que além da analogia com as raízes simbolizam identidade e orgulho. Três gerações de mulheres trançando cabelos, um ato que simboliza a transmissão de conhecimento e a perpetuação da herança cultural. Há também o pente-garfo, ícone de orgulho racial e empoderamento.”

Artista: Felipe Palma – https://www.instagram.com/palmapro
Título: Mestiços
Ano: 2021
Técnica: Fotografia digital
Dimensão real: 40 x 70 cm
Imagem digital: 2530 x 3794 pixels
“Dois santos negros: um irradia serenidade e silêncio, a essência da paz que acolhe o silêncio do mundo. O outro, vigilante, eternamente atento, pronto para fazer justiça com olhos de fogo. Compartilham o mesmo espaço, mas, na essência, são um só—duas faces de uma mesma verdade invisível.”

Artista: Lyon Luna
Título: Guardião
Ano: 2020
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensão real: 30 x 40 cm
Imagem digital: 1190 x 1581 pixels
“Guardião representa aquele antepassado muitas vezes esquecido, mas que acompanha sua descendência com sua orientação espiritual e energética, para que nossas origens não sejam esquecidas. Não é porque não nascemos negros, que não herdamos sangue e cultura negra. Homenagem ao meu Bisavô, ancestral negro, afro-descendente, que está presente na memória e no sangue da família.”

Artista: Ainodesain – www.ainodesain.com.br
Título: A curandeira
Ano: 2025
Técnica: Aquarela sobre papel
Dimensão real: 21 x 29,7 cm
Imagem digital: 8910 x 12600 pixels
“Ao criar essa obra quis evocar a ancestralidade e a memória através da figura da matriarca curandeira, guardiã de saberes e tradições. No gesto de acolher a criança, manifesta-se a vida nova e a presença do erê. As ervas sagradas simbolizam cura e espiritualidade, enquanto os adornos reafirmam dignidade e resistência. Ao fundo, padrões africanos e cores vibrantes celebram identidade, raízes e continuidade cultural.”

Artista: Ana Giordano
Título: A resistência está nos portões
Ano: 2025
Técnica: Matriz de xilogravura e escultura em madeira
Dimensão real: 22,5 x 16,3 cm
Imagem digital: 1024 x 903 pixels
“Pelas ruas e portões do Brasil vemos representados os símbolos Adinkra. A obra recupera essa história, trazendo a ideia de se lembrar de onde viemos, memória viva e pulsante. Ele mostra como as Adrinkras são símbolos de resistência, e que ainda permanecem vivas. A madeira, vem como referência da materialidade muito usada por artistas afro-brasileiros e na arte popular, e o vermelho vem como essa força que é transmitida, o sangue que pulsa.”

Artista: Márisson Bretas – https://www.instagram.com/marisson.bretas/
Título: Cores da Memória: O legado em mim
Ano: 2025
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensão real: 30 x 40 cm
Imagem digital: 7087 x 9449 pixels
“A motivação da criação desta obra teve o intuito de estimular emoções e reflexões sobre o como a cultura africana está inserida em nossas raízes e moldando quem somos. A escolha das cores foi proposital a invocar sensorialmente a relação entre ancestralidade e o pertencimento de hoje.”

Artista: Fabiola Otoni – https://www.instagram.com/fabiola_otoni/
Título: Carolina Maria de Jesus
Ano: 2025
Técnica: Aquarela sobre papel
Dimensão real: 24 x 32 cm
Imagem digital: 11339 x 15090 pixels
“A minha paixão pela leitura e o resgate da imagem desta incrível autora afro-brasileira motivaram-me a criar tal obra. O uso da técnica de aquarela monocromática remete à simplicidade, ao mesmo tempo que desperta uma alta carga emocional, assim como os escritos de Carolina Maria de Jesus, repletos de memórias e representações africanistas, tendo se tornado um símbolo da resistência negra e das populações marginalizadas.”

Artista: Silvério Coelho – silveriocoelho774@instagram
Título: Elza Soares, da Vila Vintém ao Milênio
Ano: 2025
Técnica: Acrílica sobre chapa eucatex
Dimensão real: 50 x 70 cm
Imagem digital: 700 pixels
“Elza Soares é uma das maiores intérpretes da música brasileira. Sua trajetória artística de 70 anos é marcada por resistência e coragem na luta contra o racismo e o machismo. Eleita como a “Cantora (brasileira) do Milênio” em 1999 pela Rádio BBC de Londres, Elza é símbolo de luta e resiliência e exemplo para as novas gerações”.

Artista: Sarah Elen – Instagram: _sarahelyn
Título: O mar não se esquece
Ano: 2025
Técnica: Acrílica sobre tela
Dimensão real: 40 x 60 cm
Imagem digital: 13179 x 8928 pixels
“Olho de Obatalá, que tudo vê, criador da humanidade. Se ramifica pelo mundo, semeando ancestralidade, verdade, origem e amor. O oceano em sua dança eterna, conduz a cultura forte, pulsante e em constante movimento. O mar foi quem trouxe, mas também é quem leva. Suas marés, raízes, descendência e cultura não se ligam somente ao passado, mas também ao presente e futuro. Ao longo dessa travessia forçada, onde os que sobreviviam lutavam para não serem calados e terem suas origens apagadas. Suas divindades eram celebradas, dando-lhes coragem e força, e os guiando pela luz que transcende”.

Artista: Lana Stëfany – @svetlana_la_star (insta)
Título: Amora e flor de hibisco
Ano: 2025
Técnica Mista: Acrílica e colagem sobre tela
Dimensão real: 50 x 50 cm
Imagem digital: 3000 x 3000 pixels
“A obra vem na intenção de contar histórias, e não somente nas cores que representam as vestes dos catopês, o vermelho do sangue e o azul da alma, mas também faz uma homenagem, para aquele que pra mim e para muitos foi o maior deles no norte de minas, João pimenta, conhecido por todos como Mestre Zanza, mas por mim, como vovô. Vovô Zanza manteve firme a tradição de seu pai, que foi escravo e foi catopê. A tradição que ele continuou é um simbolo de resistência, que de origem africana, chegou no Brasil com os escravizados, e hoje em dia é uma imensa festa de agosto que tive prazer de ver, cheia de danças, orações, cultura, e histórias…histórias essas, que serão de certa forma, eternas, como meu vô.”

Artista: AJúliaSouza – @jucuraart
Título: Omo oyá e neta da minha avó
Ano: 2025
Técnica: Fotografia e colagem digital
Dimensão real: 50 x 30 cm
Imagem digital: 3040 x 3866 pixels
“A obra traz consigo a ancestralidade como força de orientação e proteção. A referência a minha avó materna e a minha orixá de cabeça revela pertencimento, evoca a linhagem familiar e a espiritualidade ancestral. Ambas são o pilar de aprendizagem e existência dos meus caminhos, me ensinando a ser, ser mulher e ser filha do vento. Nessa obra ovaciono a avó que me guia mas que não conheci, e a orixá mãe que se faz presente no meu ser, são elas que revelam o sentido da minha caminhada. Eparrey Iansã!.”

Artista: Sophia Santana – @sofssantana
Título: GUIA
Ano: 2025
Técnica: Tinta aquarela sobre papel
Dimensão real: 21 x 29,7 cm
Imagem digital: 3024 x 4032 pixels
“Pensando em ancestralidade e tudo o que isso desperta, me vem a imagem de um guia. Alguém que mesmo tendo sido tirado de mim, está comigo. Carregando toda essa força, simbologia, e me conduzindo na descoberta de mim mesma e das minhas raízes. Alguém que ficou ali esperando que eu o procurasse e o encontrasse, na espiritualidade que sempre me acompanhou. Falar de ancestralidade é falar de apagamento, mas ao mesmo tempo de descoberta e reencontro.”

Artista: Bea Pastorini Nogueira – https://linktr.ee/beatrizpastorininogueira
Título: No avesso tenho acesso a mim mesmo
Ano: 2025
Técnica: Colagem digital
Dimensão real: 21 x 29,7 cm
Imagem digital: 10333 x 14617 pixels
“Dentro do processo de pesquisa sobre a vida e obra de Jorge dos Anjos, um dos pontos que chamou minha atenção, foram falas sobre a intuição, esse lugar do avesso, onde não sei que sei sobre algo ou alguma coisa, mas basta confiar em si para ter acesso, corpo e mente viva, olhos abertos para o mundo.”

Artista: Joyce Lima – @art.joycelima
Título da obra: Flor de Luta
Ano: 2025
Técnica: Textura evidente e óleo sobre tela
Dimensões: 40 x 50 cm
Imagem digital: pixels
“Flor de Luta é mais que uma pintura. É uma evocação ancestral, uma memória impressa em óleo e textura. Ela representa a mulher negra não como símbolo de dor, mas de potência silenciosa – Aquela que dança mesmo ferida, Que sangra…mas ainda olha com dignidade. Seu corpo é história. Seu silêncio, revolução. O fundo escuro e abstrato da tela parece conter o peso do passado, enquanto a cor prateada por cima rompe com ele em presença viva. “Dançar não é fugir do chão, é honrá-lo com cada passo.” A frase inscrita na alma da obra é também um grito sutil. É o corpo que luta sem perder a beleza. É a alma que resiste sem deixar de sonhar. Flor de Luta não quer piedade. Ela quer ser vista. Quer ecoar em quem também já carregou o mundo nas costas – e ainda assim… dançou…”

Artista: Karina Rodrigues – @instagram.com/k4rodrigues
Título: YAYÁ DUDU – salve a força ancestral
Ano: 2025
Técnica: fotoperformance e colagem digital
Dimensão real: 29,7 x 42 cm
Imagem digital: 1414 x 2000 pixels
“YAYÁ DUDU – Salve a força ancestral leva para os muros a força e a beleza da mãe preta através do lambe-lambe e do pixo. Ya Elis de Oxum e Mãe Ana Maria de Iansã foram as mulheres representadas nesta obra, reverenciando a ancestralidade e o axé que carregam. Num fim de tarde no interior, três artistas saem para fazer arte, brincar, viver a rua; ao som do Soul sob o pôr do Sol. Cola, farinha, rolinho, spray de tinta, impressões e a luz do flash pra iluminar o anoitecer; o azul, identidade do artista Muffü e o lambe-lambe, expressão do projeto YAYÁ DUDU, do iorubá, mãe preta. Preta como Iemanjá, a mãe maior, rainha do azul mar.”

Artista: Angélica Sandes – @angelica_sandes_fotografa
Título: Casta: vida e resistência
Ano: 2024
Técnica: Fotografia digital
Dimensão real: 50 x 30 cm
Imagem digital: 4928 x 3264 pixels
“Uma metáfora para falarmos sobre vida e resistência, cultura e identidade negra. Ancestralidade potente, com um legado enraizado, com raízes fortes, exuberantes e a mostra sendo compartilhadas por meio de tradições. Saberes, crenças, práticas culturais, música, dança e outros, transmitido entre gerações, apesar das adversidades impostas pela escravidão e pelo racismo. Uma referência ao trabalho feito por Jorge dos Anjos na Lagoa da Pampulha, Portal da Memória, homenagem às raízes culturais africanas fazendo conexão com o mar, Iemanjá. A força e a riqueza do mangue, um bioma onde, parafraseando Rosana Paulino, “tudo começa e termina.”

Artista: Mariana Machado
Título: Samba de Terreiro na Pequena África de BH
Ano: 2024
Técnica: Fotografia digital
Dimensão real: 43 x 29 cm
Imagem digital: 5172 x 3442 pixels
“Esta imagem faz parte um registro fotográfico feito durante um evento do Samba de Terreiro-MG no Bairro Concórdia, também conhecido como a Pequena África de BH devido a história que este bairro tem com a população negra de Belo Horizonte. Esta fotografia em específico, registra um momento de interação de uma das sambadeiras, Ekede Kelly, com o público do local.”

Artista: Paulo Candido
Título: Árvore da Vida
Ano: 2025
Técnica: Pintura digital
Dimensão real: 30 x 40 cm
Dimensão digital: 3543 x 4724 pixels
“Sendo a figura central da obra, o Baobá simboliza a ancestralidade, suas raízes à medida que vão se aprofundando na terra formam uma imagem semelhante à de árvore genealógica. Ao fundo os raios de sol são inspirados nos padrões encontrados em bogolan, tecidos africanos. E ao centro do Baobá, se encontra um símbolo do cajado de Oxalá, que junto ao Sol e à árvore, representam a Vida.”

Artista: Dea Nunes – Instagram: @deanunesart
Título: Caminhos
Ano: 2022
Técnica: Xilogravura
Dimensão real: 29,7 x 42 cm
Imagem digital: 4676 x 6614 pixels
“Nas cerimônias das religiões afro-brasileiras primeiro se saúda e alimenta a Exu, orixá mensageiro que garante a comunicação entre os mundos. Esta xilogravura de grande formato busca representar a energia que abre caminhos e conduz o movimento do mundo.”

Artista: Gabriel Rocha – @gabriel.rocha.jpeg
Título: Coroa
Ano: 2025
Técnica: Colagem e ilustração digital
Dimensão real: 29,7 x 42 cm
Imagem digital: 1350 x 1080 pixels
“A obra representa a coroa ancestral como legado de força e resistência, transmitido às novas gerações para enfrentar os desafios do futuro.”

Artista: Demacê – https://www.instagram.com/demacenaa/
Título: Pé de passagem
Ano: 2022
Técnica: Colagem digital
Dimensão real: 37 x 49 cm
Imagem digital: 843 x 1192 pixels
“Essa obra foi criada durante um projeto de pesquisa da UFRJ, a proposta que a obra apresenta é sintetizar em uma imagem, a pesquisa e o percurso que o grupo fez, tendo como ponto de partida o Largo de São Francisco. O trajeto é montado a partir das referências da história da religião. Do teto da Antiga Sé, as grades de ferro da Igreja dos Homens Pretos, forjadas com símbolo adinkra sankofa, nos fazendo revisitar o passado.”

Artista: Sabrina Fortunato – https://www.instagram.com/brinafoipromato/
Título: Patuá, carrego comigo o que trouxeram de lá
Ano: 2025
Técnica: Colagem digital com ilustrações feitas em giz pastel oleoso
Dimensão real: 42 x 29,7 cm
Imagem digital: 2000 x 1414 pixels
“Nesta obra, faço um pequeno resgate de elementos da cultura afro-brasileira que habitam minha ancestralidade. São raízes que me ligam não apenas a uma herança afrodiaspórica, mas também às minhas avós, cujos saberes acolhi e guardo como herança viva, ainda pulsando em mim.”

Artista: Yurika Morais – Instagram.com/yurika.arte
Título: Realento
Ano: 2022 a 2024
Técnica: Entalhe em pedra-sabão
Dimensão real: Conjunto de esculturas com dimensões entre 27 cm e 2 cm
Imagem digital: 5977 x 7703 pixels
“Realento é um conjunto de esculturas em pedra-sabão originadas de uma única peça quebrada. O processo ecoa o princípio Adinkra de Sankofa, símbolo do povo Akan que comunica a sabedoria de aprender com o passado para construir o futuro. O que parecia perda, foi transformado em uma obra que exibe suas rachaduras, honrando o passado que possibilitou sua criação.”