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Espetáculo “Gênesis” acontece em 21 de novembro, no Palácio das Artes, e dá um toque sinfônico às comemorações das oito décadas de um dos maiores nomes da música brasileira

João Bosco completa 80 anos em 2026 e celebra com uma série de apresentações ao lado de sua banda por todo o Brasil. Em Belo Horizonte, essa trajetória ganha um capítulo especial com a Orquestra Ouro Preto. No dia 21 de novembro, às 20h30, o artista sobe ao palco do Palácio das Artes para apresentar “Gênesis”, concerto que veste sua obra em traje de gala, com arranjos que revelam novas nuances de suas canções.

Com mais de cinco décadas de carreira, João Bosco construiu uma identidade musical inconfundível. Compositor, cantor e violonista de grande inventividade, transita entre o samba, o jazz e diferentes matrizes da música brasileira, combinando ritmos complexos, harmonias sofisticadas e letras que marcaram a história da canção popular.

Sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, a Orquestra Ouro Preto interpreta arranjos especialmente concebidos por Nelson Ayres, em um diálogo que preserva a personalidade do artista e amplia os horizontes de suas composições. O repertório reúne clássicos como “O Bêbado e a Equilibrista”, “Corsário”, “Bala com Bala” e “De Frente pro Crime”, além de homenagear Aldir Blanc, parceiro fundamental de João Bosco em algumas das obras mais emblemáticas da música brasileira.

A combinação entre o violão e a voz de João Bosco e a sonoridade da orquestra revela novas camadas de um repertório consagrado, sem perder a originalidade e a força que caracterizam sua obra. “João Bosco é a orquestra de um homem só. Como violonista, faz flutuar melodias com espantosa destreza, produzindo agudos e graves em notas que se multiplicam, numa rítmica muito particular. Em outras palavras, a arte de João Bosco é perfeita”, comenta o maestro Rodrigo Toffolo.

O concerto também reforça os laços do artista com Minas Gerais. Natural de Ponte Nova, João Bosco estudou Engenharia na Universidade Federal de Ouro Preto e viveu por um período em Ouro Preto, cidade que dá nome à orquestra. Agora, retorna ao estado para um encontro que une sua história à de uma das principais formações orquestrais mineiras.

Em meio às comemorações de seus 80 anos, João ncontra em “Gênesis” uma maneira singular de revisitar sua trajetória: um repertório que ganha traje de gala, sem perder a liberdade e a inventividade que fazem de sua música uma referência entre gerações.

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