Novo espetáculo percorre a riqueza da música mineira, do barroco aos clássicos do Clube da Esquina, em apresentação no dia 20 de novembro, em Belo Horizonte
Existem músicas que chegam perto de traduzir a alma de um lugar, suas paisagens, seus afetos e histórias. É dessa vontade de percorrer a identidade musical mineira que nasce “Mineiridades”, novo espetáculo da Orquestra Ouro Preto, que estreia no dia 20 de novembro, às 20h30, no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Com um repertório que atravessa séculos de criação musical, a novidade propõe uma viagem por diferentes sonoridades e tradições que fazem de Minas um território tão fértil para a música brasileira. Do barroco de João de Deus de Castro Lobo à inventividade de Juarez Moreira, passando pela poesia e pela sofisticação do Clube da Esquina, o concerto revela a diversidade de uma produção que combina raízes, experimentação e uma maneira muito própria de olhar para o mundo.
A viagem passa por nomes fundamentais como Milton Nascimento, Lô Borges, Fernando Brant, Beto Guedes, Flávio Venturini, Paulinho Pedra Azul, Celso Adolfo e Pato Fu, entre tantos artistas que ajudaram a construir a identidade sonora do estado. Canções consagradas da música popular se encontram com melodias tradicionais do folclore mineiro, em um repertório que aproxima diferentes gerações e revela a permanência dessa herança cultural.
Sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, a Orquestra Ouro Preto imprime novas cores a esse universo musical. Conhecida por transitar com liberdade entre a música de concerto e a cultura popular, a formação propõe uma leitura que valoriza tanto a delicadeza das melodias quanto a força rítmica e poética das composições.
A estreia de “Mineiridades” celebra também a capacidade da música de criar pertencimento. Há algo de familiar nessas canções, mesmo quando ouvidas pela primeira vez: uma lembrança, uma paisagem imaginada, um verso que parece ter sido escrito para nós. É nesse território de encontros que o espetáculo convida o público a reconhecer a riqueza de uma tradição que continua viva, pulsante e aberta a novas interpretações.