INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 12h às 21h

Domingo 17h às 20h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

“Dar o Nome” em BH: 1ª Mostra Cintura de Curtas Belorizontinos homenageia Cintura Fina e celebra o cinema que atravessa a capital
Com 10 filmes produzidos a partir de 2020, o evento ocupa o Cine Humberto Mauro e o Cine Santa Tereza com narrativas que transformam BH em personagem e refletem sobre carisma, excesso e pertencimento.
Belo Horizonte é uma cidade de lendas, de gestos e de corpos que se recusam ao apagamento. É nesse espírito que nasce a 1ª Mostra Cintura de Curtas Belorizontinos, que acontece nos dias 9 e 12 de fevereiro de 2026. O nome da mostra é uma referência direta à Cintura Fina, figura icônica da boemia belo-horizontina que personificou a arte de inventar a si mesma. Assim como ela marcou o imaginário da cidade com sua navalha e seu carisma, os filmes selecionados buscam “dar o nome” na tela, revelando uma Belo Horizonte que é, ao mesmo tempo, cenário e protagonista.
A mostra reúne dez curtas-metragens da nova década (2020-2025) que capturam o sotaque, a arquitetura e os agrupamentos sociais de BH e região metropolitana. De acordo com a organização, a curadoria buscou obras onde o território mineiro não é apenas um pano de fundo, mas um “personagem coadjuvante” que molda as trajetórias reais e fictícias de quem o atravessa.
Uma cidade de muitas telas
A programação divide-se em dois dias de imersão. No dia 9/02, no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), o público confere obras que transitam entre o afeto e a denúncia social. Entre os destaques está a pré-estreia de “Nós é Ruim e Mora Longe”, de Ítalo Almeida, que narra a jornada de Rayra em busca de lazer antes de iniciar um novo emprego, e “Amor é um Rio de Águas Escuras”, de Aziza Eduarda, um mergulho profundo nas vivências de jovens negros em busca do amor. A sessão conta ainda com o olhar político de “Residual” (Ana Amélia Arantes), a estética contemporânea de “Ouvindo Muito Trap Enquanto Faço Interiores” (Marcus Deusdedit) e a tradição revisitada de “Cordões” (Yuji Kodato).
No dia 12/02, no Cine Santa Tereza, a mostra foca em existências que desafiam o esquecimento e a invisibilidade. Filmes como “Lado de Fora Fica Aqui Dentro” (Larissa Barbosa) trazem à tona o apagamento histórico dos trabalhadores negros que ergueram a capital, enquanto “Habitat Natural” (Efe Godoy) utiliza o cinema de guerrilha via celular para registrar a noite do centro. Completam a noite o íntimo “…Lombrado” (Ítalo Almeida), o onírico “O Homem Imaginário” (Felipe Vignoli) e a jornada de “Andança” (Ben-Hur Nogueira).
Acessibilidade e Diálogo
Além das sessões, a Mostra Cintura promove o encontro entre quem faz e quem assiste. Ao final de cada exibição, os diretores e diretoras participarão de um bate-papo com o público. Reafirmando o compromisso com a democratização do acesso, todas as sessões possuem legendas em português e os debates contarão com tradução em Libras.
A entrada é gratuita, com retirada de ingressos pela internet ou na bilheteria dos cinemas.

PROGRAMAÇÃO | DIA 1 – Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes)
09/02 SEG
19h Nós é Ruim e Mora Longe (Italo Almeida, BRA, 2026) 14 anos | 20 min
Residual (Ana Amélia Arantes, BRA, 2023) 12 anos | 25min
Cordões e Sinos de Além-mar (Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro, BRA, 2026) 12 anos | 20min
Ouvindo Muito Trap Enquanto Faço Interiores (Marcus Deusdedit, BRA, 2025)12 anos | 6min
AMOR É UM RIO DE ÁGUAS ESCURAS (Aziza Eduarda, BRA, 2025) 12 anos | 25min

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