INGRESSO

Bilheteria do Palácio das Artes

Segunda a sábado 16h às 22h

Domingo 17h às 21h

Lei de Meia Entrada

Quem tem direito:

Estudantes

Idosos

Pessoas com deficiência

Jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes

Para saber as condições que dão direito à meia-entrada acesse o texto na íntegra.

A figura de Juscelino Kubitschek costuma ser evocada a partir de imagens já cristalizadas: o otimismo desenvolvimentista, a promessa de “50 anos em 5” e a construção de Brasília como síntese de um país projetado para o futuro. A mostra JK e o sonho moderno parte desse imaginário para colocá-lo em perspectiva, reunindo filmes que, em diferentes registros, tensionam as relações entre modernização, forma urbana e experiência cotidiana.

Realizada no contexto das comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes, a mostra integra um conjunto de ações que evidenciam a ligação histórica entre o projeto cultural do estado e o ideário moderno associado a JK. Ao lado do lançamento de um livro sobre a trajetória do Palácio e de uma exposição com croquis de Oscar Niemeyer, a programação propõe um diálogo entre cinema, arquitetura e política, retomando um momento em que imaginar o futuro era também uma forma de intervenção concreta no presente.

O programa se estrutura a partir de um jogo de aproximações e deslocamentos. Em Meu Tio, de Jacques Tati, a modernidade surge como encenação: a casa automatizada, os objetos de design e os gestos mecânicos compõem um universo em que o progresso técnico reorganiza a vida ao mesmo tempo em que produz estranhamento. Ainda que situado na França, o filme dialoga com o ideário que também sustenta Brasília — a crença na racionalidade do espaço e na capacidade do planejamento de transformar o cotidiano.

A mostra incorpora ainda uma dimensão histórica mais direta com Os Anos JK – Uma Trajetória Política, de Silvio Tendler. Construído a partir de vasto material de arquivo, o filme revisita a ascensão política de Juscelino Kubitschek, seu período à frente da presidência e os desdobramentos de seu projeto desenvolvimentista. Ao articular imagens, discursos e registros da época, propõe não apenas um retrato biográfico, mas uma leitura crítica de um momento decisivo da história brasileira, marcado por promessas de progresso, contradições estruturais e rupturas políticas que reverberam até hoje.

Já JK, o Futuro Chamado ao Presente retoma essa mesma matéria histórica a partir de hoje, propondo uma reflexão sobre a permanência — ou o esgotamento — desse projeto no Brasil contemporâneo. Entre o ensaio, o documentário e a fabulação, os filmes reunidos constroem um campo de diálogo onde o “sonho moderno” pode ser revisto não como imagem fixa, mas como processo ainda em disputa.

Ao reunir essas obras, a mostra sugere menos uma homenagem do que um exercício de pensamento: revisitar JK não como figura encerrada no passado, mas como ponto de partida para interrogar as imagens de futuro que ainda sustentamos — e aquelas que já não se sustentam.

A mostra acontece no Cine Humberto Mauro, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser retirados pela plataforma Sympla ou presencialmente na bilheteria, a partir de 30 minutos antes de cada sessão.

Programação

29/05 (sexta)
16h — Meu Tio (Jacques Tati, 1958) | Livre | 1h57

30/05 (sábado)
16h — Os Anos JK – Uma Trajetória Política (Silvio Tendler, 1980) | Livre | 1h50

31/05 (domingo)
17h30 — JK, o Futuro Chamado ao Presente (Fábio Chateaubriand Guedes, 2026) | Livre | 43 min

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