Créditos: Paulo Lacerda | ASCOM FCS

A Fundação Clóvis Salgado (FCS) encerrou em 28 de outubro a temporada da ópera O Holandês Errante, de Richard Wagner. Essa encenação vem coroar um ciclo de quatro anos em que a FCS produziu duas óperas anuais, cumprindo rigorosamente o planejamento feito ainda em 2015, e com bastante sucesso. Em 2018, por exemplo, a montagem de La Traviata, de Giuseppe Verdi, realizada no mês de abril, conquistou a segunda maior média de público desde a reinauguração do Grande Teatro do Palácio das Artes, em 1997. “De caso pensado, optamos por encerrar o quadriênio dessa gestão com a primeira montagem de uma ópera wagneriana em Belo Horizonte”, revela Augusto Nunes-Filho, presidente da FCS.

Nunes-Filho ressalta que as montagens inéditas contribuíram não só para a formação de público, mas, também, para a ampliação da qualidade artística e de retorno da crítica especializada. “Com grande prazer constatamos efeitos extremamente positivos do trabalho voltado à formação e qualificação de público, assim como o reconhecimento nacional da nossa produção operística com suas premiações pela crítica especializada. Desde o início, investimos em títulos que ainda não haviam sido produzidos pela FCS como Romeu e Julieta (2016), Norma e Porgy and Bess (2017) e finalizando com O Holandes Errante”, destaca.

Créditos: Paulo Lacerda | ASCOM FCS

Para a diretora de Produção Artística da FCS, Cláudia Malta, produzir ópera é sempre um grande desafio. Em O Holandês Errante, segundo ela, os percalços foram enfrentados com muita disposição e alegria e o resultado final foi grandioso. “Com um elenco maravilhoso, composto por artistas experientes que conheciam bem a língua alemã e uma direção cênica muito criativa, superamos as dificuldades e entregamos ao público um espetáculo de grande sofisticação, que comprova a maturidade da Fundação Clóvis Salgado e de seus corpos artísticos – Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas de Gerais, que participaram dessa montagem”.

O maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Sílvio Viegas, conta que a escolha desse título foi relacionada à escrita musical de Wagner. “O Holandês Errante é a primeira ópera em que todos os componentes de Wagner estão presentes. Diferencia-se das três primeiras óperas, que tinham grande influência italiana. Além disso, a duração ininterrupta de 2h15 proporcionou uma verdadeira imersão no universo wagneriano”.

Créditos: Paulo Lacerda | ASCOM FCS

Com montagens inéditas de grandes títulos nos últimos 4 anos, Viegas enfatiza o desafio e a alegria de vivenciar este ciclo que se encerra. “É interessante falar que os desafios que tivemos nessa gestão, com títulos inéditos, foi não encontrarmos parâmetros para a cidade nem para o teatro. Tudo é uma nova criação, uma nova ideia. Isso dá um frescor no trabalho, uma alegria de construir há várias mãos. Transmitir essa ideia de algo que ainda não existe renova os nossos ânimos. Isso renovou nossa energia e disposição para as apresentações”, comemora Silvio Viegas.

Público avalia a montagem – Com o propósito de criar maior interação com o público, a FCS realizou pesquisa por meio de e-mail com a plateia de O Holandês Errante. Um total de 82,9% dos pesquisados avaliou com notas 9 e 10 a montagem, enquanto 15,7% a classificou com nota 8. A totalidade dos respondentes da pesquisa afirmou que, baseados nas últimas apresentações realizadas pela FCS, voltariam a assistir novamente produções operísticas.

Considerada uma forma clássica de arte, a ópera atraiu um contingente considerável de pessoas entre 18 e 34 anos e, dessas, praticamente um terço (32,8%) não são frequentadores assíduos de óperas. A qualidade dos corpos artísticos – Orquestra Sinfônica e Coral Lírico - , bem como dos solistas convidados, além da cenografia, atraíram a atenção do público.

Fonte: ingressorapido.com.br

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